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Brasil

Zé Roberto diz que Grand Prix foi teste para a seleção feminina de vôlei

Arquivo Geral

28/08/2007 0h00

Técnico da seleção brasileira feminina de vôlei, José Roberto Guimarães minimizou a quinta colocação conquistada pela equipe no Grand Prix 2007. Para ele, a competição, cuja fase final foi disputada na China, serviu como um grande teste para jogadoras como Joycinha, Fabíola e Thaisa, que devem encabeçar a próxima geração da modalidade. Por isso, um grande resultado não era o objetivo principal.

No torneio, as experientes Fofão e Walewska ficaram de fora, além de Jaqueline, que cumpre suspensão por ter sido pega em um exame antidoping na Itália. Na fase final da disputa, Zé também optou por não contar com Renatinha, que deu lugar à Joycinha e Fabi, substituída por Arlene. “Levamos essa seleção para dar oportunidade a algumas jogadoras e fazer testes, além de ter um parâmetro do que os outros times estão fazendo”, justificou o treinador.

“Estávamos preparados para este tipo de coisa. Se a gente quisesse ter chegado mais perto do que o quinto lugar, eu poderia ter levado as três. Mas o que eu vou planejar do futuro? Será que eu poderia contar com elas? Aí os entendidos de plantão vão dizer que eu não planejei”, continuou Zé Roberto. Ele lembrou que times como China e Itália também não jogaram completos.

Questionado sobre o resultado destes testes, o técnico da equipe nacional se animou. “Eu acho que foi muito bom. O importante é o aparecimento destas jogadoras jovens, que vão compor a geração futura. A Fabíola e a Thaisa, por exemplo, tiveram a oportunidade de jogar um pouco mais. Elas entraram em várias partidas, seja no rodízio ou começando como titular”, afirmou.

O calendário apertado e o encerramento tardio do Campeonato Italiano, que só acabou em 13 de junho e contou com Walewska, Fofão e Jaqueline na final, também foi apontado pelo técnico como motivos pelo qual ele decidiu usar o Grand Prix como teste.

“A Fofão e a Wal tinham que descansar. Se eu quisesse contar com elas na Copa do Mundo, que é extremamente importante porque classifica para as Olimpíadas, eu tinha que dar folga a elas. A Jaque, infelizmente, saiu por outros motivos”, lembrou, se referindo ao doping positivo para sibutramina, substância encontrada em remédios para emagrecimento.

Zé ainda lembrou que o ano de 2008 será complicado, uma vez que o Grand Prix vai terminar apenas cerca de um mês antes dos Jogos Olímpicos de Pequim. “É muito preocupante e nós temos que ver esse negócio de tempo. A Holanda, por exemplo, não vai disputar o Grand Prix ano que vem, o que é muito interessante. Mas infelizmente o Brasil não pode fazer isso”, explicou.

Testes acabaram e Jaque deve voltar – Após observar os testes feitos na última competição, Zé Roberto passará a contar com o time completo no Sul-americano e na Copa do Mundo, últimas duas competições do ano. A equipe se apresenta novamente no dia 3 de setembro, para a disputa do torneio continental, que começa em 17 de setembro, no Chile.

As novidades incluem até mesmo a volta de Jaqueline, que termina de cumprir a suspensão preventiva de 60 dias no dia 13 de setembro. “Acho que poderei contar com ela no Sul-americano, pois está treinando em São Paulo há quatro semanas com o Zé Elias (preparador físico), assim como a Fofão e a Walewska estão se preparando há três semanas”, destacou.

A respeito de uma possível volta de Mari, cortada do grupo no período entre os Jogos Pan-americanos e o Grand Prix, o técnico preferiu não comentar. “Não falo de jogadoras que eu não convoco, porque não se eu for ficar explicando todas as jogadoras neste caso, não dá”, encerrou.

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