“Temos um calendário muito apertado, com os torneios na AVP (Circuito Norte-americano) e no Circuito Mundial. Termino as temporadas com o cérebro fritando. Adoramos o Rio, mas precisamos ver como será no ano que vem”, justificou May, que ao lado de sua parceira elogiou as jogadoras brasileiras.
“Nesse esporte sempre podemos melhorar. Por exemplo, não levanto de toque, só de manchete. Tenho que pedir algumas dicas a Larissa para saber como ela faz. Também gostaria de conseguir saltar tão alto como a Juliana”, destacou.
Na temporada passada, Walsh e May venceram cinco de seis confrontos contra Larissa e Juliana. Em 2006, o confronto está 2 a 1 para a parceria nacional. “Enfrentá-las está se tornando mais difícil para todas as duplas do mundo. Elas são jovens, consistentes e têm muita técnica”, analisou a atleta. “No Brasil, há muitos times fortes. Isso eleva o nível das duplas. Acontece conosco na AVP, enfrentamos adversários muito bons e alguns deles estarão aqui”, completou May.
Ela ainda afirmou que a torcida contra em Vitória pode prejudicar o desempenho da dupla. “Temos que superar a torcida brasileira por todo mundo. Tem brasileiro em todo canto. Mas é uma torcida que entende muito de vôlei e respeita as equipes. Eu não entendo o que eles falam e, às vezes, imagino que estão me apoiando”, brincou.