“Sempre estive em seleções em que a maioria das jogadoras tinha 30 anos, eu era sempre uma das mais novas. Agora está caindo a ficha, estou chegando perto dos 30. Neste grupo, quando pergunto a idade das outras jogadoras a resposta é 21, 23… Quase todas são mais novas do que eu”, conta Wal, que ainda avisa em tom de brincadeira. “Nunca tive problema com idade, mas pela primeira vez estou preocupada”, completa a atleta, que no domingo completa 27 anos.
A idade, porém, acaba se tornando uma vantagem para a “Estou super feliz por ser o meu primeiro mundial, mas não consigo considerá-lo meu primeiro mundial, só agora que a ficha caiu. Para falar a verdade, não dá nem frio na barriga. Eu já participei de duas Olimpíadas, isso é muito engraçado”, comenta.
E o trabalho em Saquarema tem sido intenso, focado exclusivamente no Campeonato Mundial, que começa no fim de outubro. “A conquista do hexa já passou e é muito bom que esse clima já tenha ficado para trás. É claro que as outras equipes vão olhar o Brasil de uma maneira diferente. Nós não podemos pensar que os adversários terão mais respeito ou medo do nosso time. Pelo contrário, com as últimas conquistas, nossa responsabilidade só aumenta, as adversárias, com certeza, estão estudando ainda mais o Brasil”, analisa Wal, citando Cuba, Rússia, China e Itália como os principais obstáculos rumo ao inédito título.
A receita para conquistar a medalha de ouro – a melhor colocação do Brasil foi o vice-campeonato em 94, em São Paulo -, está na ponta da língua: “No Mundial, precisaremos pensar em um jogo de cada vez, dia após dia. Não adianta só estudarmos os mais fortes, se não ganharmos dos mais fracos”, avisa.