Vitor Ventura
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As vendas para o Dia dos Pais no comércio do Distrito Federal devem crescer 9,5% neste ano, representando um aumento ao comparar o crescimento de 8,5% visto na mesma data em 2024. É o que indica estudo do Sindicato do Comércio Varejista do Distrito Federal (Sindivarejista-DF). Segundo o levantamento, é esperado que o valor total dos presentes atinja R$ 172 milhões contra R$ 163 milhões do Dia dos Pais do ano passado.
A data é uma das melhores para o comércio em termos de vendas, ao lado do Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados. O Sindicato estima que entre a quinta-feira (7) e domingo (10), pelo menos 186 mil pessoas devem ir ao comércio comprar presentes para os pais. De acordo com o presidente do Sindivarejista, Sebastião Abritta, o gasto médio com presentes pode chegar a R$ 219 contra R$ 198 do ano passado. Conforme explica Abritta, 47% dos consumidores disseram que vão comprar presentes em shoppings, 41% em lojas de rua e 12% pela internet. Os cartões de crédito e de débito lideram as formas de pagamento, responsáveis por 62% das compras. Em seguida, estão o Pix (21%) e o dinheiro (17%). “Os presentes mais procurados devem ser roupas, perfumes, calçados e eletrônicos”, destaca Abritta.
A preferência de produtos também é destaque na pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF). Confirmando as projeções do Sindivarejista, o estudo indica que roupas e acessórios (30,4%) serão os itens mais procurados, seguidos por calçados (24,8%), cosméticos e perfumes (14,8%), almoços e jantares (7,9%) e móveis e eletrônicos (5,1%). José Aparecido Freire, presidente da Fecomércio, destaca que a expectativa para o comércio é positiva.“O otimismo do comércio neste Dia dos Pais reflete o bom momento do mercado de trabalho no DF, com níveis consistentes de emprego e recomposições salariais tanto na esfera pública quanto privada”, avalia Freire.
A Fecomércio aponta que 54,6% dos consumidores pretendem comprar presentes na data. Entre as mulheres, o índice chega a 60%. Já os homens, 51,9% pretendem presentear. Entre os 45,4% que não pretendem, os principais motivos são a ausência de alguém para homenagear (59,3%), dificuldades para presentear (19,1%) e outras prioridades de consumo (9,3%).
Lojistas também esperam crescimento
De acordo com a pesquisa da Fecomércio, 55,6% dos lojistas entrevistados esperam vender mais do que no ano passado. Outros 39,2% projetam desempenho igual, enquanto apenas 5,2% esperam retração. Entre os lojistas que acreditam em aumento nas vendas, os principais fatores apontados são promoções (23,5%), diversidade de produtos (21,8%), qualidade dos itens ofertados (19,7%) e a percepção de que a data impacta fortemente o consumidor (18,8%). Também foram citados os preços baixos (12,6%) e a oferta de cashback (3,6%).
Para atrair os consumidores, 69,2% dos empresários pretendem adotar estratégias de venda. As mais mencionadas são: promoções (18%), diversidade de produtos (14,7%) e divulgação/publicidade (13,9%). Quanto aos preços, 73,2% dos lojistas disseram que irão mantê-los estáveis, enquanto 25,2% planejam aumentar em função de custos com fornecedores e reajustes sazonais. Já o estoque foi reforçado por 32% dos lojistas, enquanto 66% o mantiveram e apenas 2% reduziram.