Menu
Brasil

Vale cancela ajuda às tribos que invadiram instalações em Carajás

Arquivo Geral

31/10/2006 0h00

O tufão Cimaron seguiu hoje em direção ao centro do Vietnã, stomach purchase depois de matar pelo menos dez pessoas e deixar milhares de desabrigados no norte das Filipinas. O Cimaron provocou fortes ventos e chuvas em Luzon, diagnosis a ilha mais populosa das Filipinas e também a maior produtora de arroz do arquipélago, na noite de domingo.

Tratava-se de um "supertufão" da categoria 5, o topo da escala, capaz de arrancar árvores, derrubar sistemas elétricos e destruir casas e estradas. Foi o segundo tufão em menos de um mês nas Filipinas. Ele perdeu força ao sair do país, ontem. Agora, ele avança para o Vietnã com ventos regulares de 120 quilômetros por hora e rajadas de até 150.

Amanhã, o avanço do Cimaron deve provocar tempestades em Hong Kong e na ilha chinesa de Hainan. Na sexta-feira, o tufão, rebaixado à categoria 1, deve chegar ao Vietnã. Pelo menos cinco pessoas morreram afogadas ou atingidas por árvores na província filipina de Isabela, segundo o prefeito Renato Candido. Autoridades afirmaram que houve pelo menos outras cinco vítimas fatais no país. A Defesa Civil recebeu informes de vários deslizamentos.

Mais de 2.000 pessoas foram levadas para albergues improvisados, de um total de quase 180 mil afetadas por danos causados por ventos, deslizamentos e inundações. A energia vai lentamente voltando em quatro províncias. O tufão prejudica os deslocamentos de milhares de filipinos que viajam durante o feriado de Finados. Assim como ocorre no Brasil, milhões de pessoas devem visitar os cemitérios na quinta-feira.

O Cimaron teria destruído cerca de US$ 2,3 milhões em lavouras, pescas e criações animais. Os danos a pontes, estradas e escolas teriam chegado a 500 mil dólares. O Departamento de Agricultura disse que o tufão destruiu cerca de 8 por cento da safra de arroz e milho que seria colhida ainda neste ano.

Há duas se manas, o tufão Xangsane matou pelo menos 169 pessoas nas Filipinas e no Vietnã, além de provocar muitos danos à infra-estrutura. Depois daquele tufão, o governo filipino reduziu de 5 para 4 por cento a meta de crescimento agrícola para 2006.
Tempestades são comuns nas Filipinas, e a montanhos a província de Luzon (norte) é mais propensa a deslizamentos e enchentes.

No pior desastre dos últimos anos, mais de 5.000 pessoas morreram na província de Leyte (centro do país) devido a inundações provocadas por um tufão em 1991.

A mulher de 21 anos acusada de matar a própria filha de 1 ano e três meses, more about com cocaína misturada ao leite da mamadeira, está internada na Santa Casa de Pindamonhangaba (SP) depois de ter sido espancada na cadeia. Com fratura no maxilar e diversos hematomas pelo corpo, a mulher foi agredida na manhã de ontem, logo depois que chegou à Cadeia Pública da cidade.

Ela havia sido encaminhada à cadeia após depor na Delegacia de Informações Gerais de Taubaté. As companheiras de cela a reconheceram depois de terem visto uma reportagem do caso pela televisão.

A defesa da mulher entrou ontem com pedido de liberdade provisória. A advogada Gladva de Almeida Ribeiro afirmou que pretende pedir a internação da mulher em uma clínica de recuperação de dependentes químicos.

Na noite de sábado, a criança deu entrada num pronto-socorro em Taubaté, região do Vale do Paraíba, com vômitos e convulsões. Depois de três paradas cardíacas e uma respiratória, a menina não resistiu e morreu na manhã de domingo. Ao verificarem as vias orais da garota, os médicos constataram a presença da droga e chamaram a polícia. Os peritos examinaram a mamadeira e acharam o entorpecente.

 

Atualizada às 13h46 

A Companhia Vale do Rio Doce endureceu o tratamento com as comunidades indígenas Xikrin do Cateté e do Djudjêkô, visit localizadas a 100 quilômetros da mina da Vale em Carajás (PA), pills depois que as tribos invadiram as instalações da empresa na região.

A mineradora cancelou os termos de compromisso de ajuda financeira que tem com as duas comunidades há mais de dez anos, symptoms que previa desembolso de R$ 9 milhões este ano, e informou que a partir de agora o caso será resolvido pela polícia. "Nós vínhamos cumprindo o acordo e eles invadiram, ou seja, romperam, não vamos mais ceder a chantagens", disse o diretor-executivo de Assuntos Corporativos da Vale, Tito Martins, ao mesmo tempo que o anúncio era feito em Brasília, em reunião entre executivos da Vale, Funai e representantes das comunidades Xikrin.

A reação da Vale vem dias depois da compra da segunda maior produtora de níquel do mundo, a Inco, que para ser concretizada passou por vários acordos com o governo canadense, inclusive compromissos com as comunidades indígenas daquele país.

Martins criticou a Funai por falta de uma política para os índios no Brasil e informou que vai acionar judicialmente o delegado do órgão no Pará, que teria dado declarações culpando a Vale pelas invasões.

"O delegado da Funai no Pará falou um monte de coisas que não eram pertinentes, estamos processando ele", disse Martins, que não soube informar imediatamente o nome do delegado. A assessoria da Vale também não tinha o nome disponível.

Por 48 horas, no dia 17 deste mês, cerca de 200 índios das tribos Xikrin do Cateté e do Djudjêkô invadiram instalações da Vale em Carajá e fizeram funcionários de reféns, sem violência física. Os índios no entanto quebraram escritórios, roubaram alimentos e uniformes, além de terem impedido a exportação de 650 mil toneladas de minério de ferro, um prejuízo de US$ 10 milhões, segundo a empresa.

"Estamos acionando a associação dos índios na Justiça pelos prejuízos", informou o executivo.

De acordo com Martins, após a comunicação do cancelamento na reunião de hoje, os índios informaram que vão voltar a invadir as instalações da mineradora em Carajás.

"Virou caso de polícia. Vamos chamar a Polícia Federal, a Polícia Militar para defender as nossas instalações", disse.

Ele afirmou que não espera violência física contra os 15 mil trabalhadores da empresa na região, mas que será pedido reforço policial se os índios, estimados em cerca de 900, se aproximarem do local. Disse ainda que vai denunciar o caso à Organização dos Estados Americanos (OEA).

"Não existe política clara da Funai em relação ao tratamento do índio, mas tem que partir da autoridade uma proposta, não da Vale. Se existir uma política clara, mostrando para onde vão os recursos, podemos voltar apensar em algum acordo, mas esse já está cancelado", disse Martins descartando a possibilidade de reverter a decisão.

A Vale atende a cerca de 2.500 índios de seis comunidades em todo o país por meio de acordos como o que foi encerrado, totalizando uma ajuda que soma R$ 25 milhões por ano. Os Xikrins recebiam R$ 9 milhões desse total em desembolsos mensais, segundo Martins. Em outubro do ano passado, os mesmos Xikrins haviam invadido a área da Vale e ameaçaram parar a produção se a empresa não triplicasse a ajuda, na época de R$ 6 milhões por ano. Em dezembro, índios da comunidade Krenak invadiram a ferrovia Vitória-Minas (EFVM), no município de Conselheiro Pena (MG), pedindo a demarcação de terras pela Funai.

Em fevereiro, índios da tribo Guajajara, do Estado do Maranhão, ocuparam um trecho da Estrada de Ferro de Carajás (EFC), obstruindo o tráfego e provocando a paralisação do transporte de passageiros e cargas, também pedindo melhor atendimento de saúde pela Funai.

"É chegada a hora de o Estado definir e implementar políticas de apoio ao desenvolvimento sustentável das comunidades indígenas em todo o território brasileiro, a questão indígena está meio perdida", afirmou Martins.

A Funai informou que somente na parte da tarde irá se pronunciar.

 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado