Depois de ver o jamaicano Usain Bolt conquistar três medalhas de ouro com três novos recordes mundiais nos Jogos Olímpicos de Pequim, o norte-americano Michael Johnson afirmou: “Bolt tem tudo para ser uma lenda”. O velocista, que já havia pensado na possibilidade, incorporou a previsão e, nesta segunda-feira, colocou-a como a nova meta pessoal em sua carreira.
“Estou tentando ser uma lenda. Estou trabalhando para ser o melhor atleta da história”, confirmou o corredor de apenas 22 anos, que já tem a fórmula para atingir seu objetivo. “Estar no topo todo ano e fazer grandes coisas”. “Quebrar o recorde mundial dos 400m também ajudaria”, complementou Bolt, que detém a melhor marca dos 100m, 200m e revezamento 4x100m.
A possibilidade de escrever seu nome de vez na história anima o jamaicano no momento de sua recuperação – após as Olimpíadas de Pequim, só voltou a correr sua melhor prova, os 100m rasos, na última semana, quando conquistou o ouro no Meeting de Toronto, atrapalhado pela chuva. Mesmo assim, ele está confiante com a evolução e esperançoso para sua participação no Mundial de Atletismo de Berlim, em agosto.
“Como campeão olímpico, estive ocupado com compromissos de patrocinadores. Depois, tive um acidente de carro. Isso acabou me afastando nos treinos. Mas estou realmente focado e trabalhando forte para chegar onde estava na última temporada. Tenho mais algumas competições antes de Berlim, então deverei estar em grande forma para o Mundial”, explicou Bolt.
Apesar da pretensão, o corredor garantiu que mantém a humildade antes de cada prova. “Nós todos temos bons e maus dias, e eu levo todos a sério. Eu não me vejo como um atleta superior. Vejo mesmo o cara mais lento na minha prova com muita seriedade porque você nunca sabe se aquele vai ser o dia dele”, complementou.