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União reconhece emergência por surto de chikungunya em Dourados

Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional declara situação de emergência em saúde pública no município sul-mato-grossense devido à epidemia da doença.

Redação Jornal de Brasília

30/03/2026 15h10

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Uma portaria do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, publicada nesta segunda-feira (30) no Diário Oficial da União, reconhece a situação de emergência em saúde pública em Dourados, Mato Grosso do Sul, devido a doenças infecciosas virais, incluindo diversos casos de infecção por chikungunya.

Com o reconhecimento federal, a prefeitura de Dourados poderá intensificar o combate à doença nos bairros urbanos e ampliar as ações na reserva indígena, em parceria com o governo federal e estadual.

Na sexta-feira (27), o prefeito Marçal Filho decretou situação de emergência nas áreas afetadas pela epidemia. A medida concede maior autonomia à Defesa Civil local para atuar no combate à chikungunya.

O decreto, publicado em edição suplementar do Diário Oficial do Município, autoriza a mobilização de órgãos municipais sob o comando da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil. Ele permite a convocação de voluntários, campanhas de arrecadação de recursos e ações de resposta ao desastre, incluindo entrada em residências em casos de risco iminente, com indenização ulterior se houver danos.

De acordo com o boletim epidemiológico de 26 de outubro, na área urbana foram registrados 1.455 casos prováveis, 785 confirmados, 900 em investigação e 39 internações. Na Reserva Indígena de Dourados, há 539 casos em investigação, 629 confirmados, 1.168 prováveis, sete internações, 428 casos com atendimento hospitalar e cinco óbitos por chikungunya.

A chikungunya é uma arbovirose transmitida pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue. Os sintomas incluem edema e dor articular incapacitante, podendo evoluir para casos graves que demandam internação e, em raros casos, óbito.

Com informações da Agência Brasil

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