Para Roberto Minuzzi, atualmente no Minas, o confronto promete ter um gosto especial. Depois de atravessar as complicações decorrentes de um problema cardíaco recente (operado em junho de 2005 e que o tirou de quadra por nove meses), ele enfrenta sua ex-equipe, treinada por Percy Oncken, com quem tem uma relação bastante especial.
“Pela Ulbra, fui campeão da Superliga na temporada 02/03, sendo considerado a revelação da competição. Agora, é o meu terceiro ano atuando pelo Telemig Celular/Minas. Ou seja, conheço bem a rivalidade que existe entre as duas equipes”, garante Minuzzi, que contará com a família na arquibancada.
Para o ponteiro, a iniciação com Percy foi muito importante. Foi o treinador que levou o jogador para o vôlei paranaense, ainda como infanto-juvenil. “O Percy me tirou da posição de meio-de-rede e me transformou em ponteiro. A gente sempre se entendeu muito bem e temos uma postura bastante parecida”, lembra Minuzzi.
O treinador lembra com carinho da iniciação do jogador como ponta. “No Arapongas, eu precisava de ponteiros altos e de qualidade. Na posição de meio-de-rede contávamos com bons jogadores. Como Minuzzi já era alto naquela época e tinha muito talento, testei ele como ponta e deu certo”, diz Oncken.
Fora do relacionamento entre criador e criatura, o técnico Mauro Grasso sabe que o Minas terá problemas para manter a boa fase na competição. “Fizemos o dever de casa contra Lupo/Náutico e Vôlei Futuro. Desta vez, além de a partida ser realizada no Sul, teremos pela frente um adversário mais experiente e estruturado”, adverte o treinador, que estréia fora de casa na Superliga.