Após a vitória sobre a República Dominicana, na última sexta-feira, as jogadoras da seleção brasileira feminina de vôlei foram surpreendidas com uma notícia que causou, em primeiro momento, certa apreensão no grupo. De acordo com informações do Serviço Meteorológico Central Taiuanês, o tufão Sepat se aproxima de Taipei com ventos de até 227 km/h, de grande potencial de devastação.
A população foi alertada sobre a necessidade de tomar medidas para proteger propriedades e vidas, e não ir às ruas quando o tufão se aproximar. Os dois jogos deste sábado, pela segunda rodada da etapa inicial do Grand Prix, inclusive, foram adiados em duas horas.
Acostumadas às viagens internacionais e a outros casos de tufão, tornado e até terremoto, as jogadoras brasileiras se dizem tranqüilas. A capitã e levantadora Carol Albuquerque, de 30 anos, é uma das mais experientes do grupo e lembra que em 1999 passou por apuros em Hong Kong.
“O avião que levava a seleção até Hong Kong, onde seria feita uma conexão, começou a balançar momentos antes do pouso. Na pista do aeroporto, percebemos que um jatinho estava de cabeça para baixo. Quando desembarcamos, fomos informadas de que aquilo tudo era por causa de um tufão. Logo em seguida, o aeroporto foi fechado para pousos e decolagens. Não tínhamos como deitar para descansar, já que o aeroporto ficou lotado. A conexão, ao todo, durou oito horas”, conta.
A meio-de-rede Carol Gattaz afirma que, em 1998, observou da janela do hotel um tornado causar estragos em Miami Beach. “Estava na rua quando já haviam dado o toque de recolher. De repente, a rua ficou vazia. Quando voltei para o hotel, fui informada sobre a chegada do tornado. Da janela, via as árvores balançando bastante. Desta vez, aqui em Taipei, estou mais tranqüila, até porque, se o problema fosse maior, teriam proibido as equipes de irem do hotel para o ginásio”, diz.
A líbero Fabi também já passou por um susto parecido. Em 2005, em Tóquio, durante a etapa japonesa do Grand Prix, a jogadora não imaginava que o motivo da sua cama ter balançado era um terremoto. “Na ocasião, até falei com a Sassá (companheira de quarto): ‘Não balança a cama, não’”, sorri. “Aqui em Taipei, ficamos preocupadas assim que recebemos a notícia do tufão, já que não estamos acostumadas a isso. Mas depois nos informamos sobre o tufão e nos tranqüilizamos”, conta.
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