Logo após a apuração do primeiro turno das Eleições 2026, no domingo (4), viu-se nas redes alguns vídeos e postagens que contestavam a demora no avanço do cômputo dos votos por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Alguns, mais exaltados, apontaram em publicações que o atraso – por quase uma hora e meia, a apuração presidencial estacionou em 64% – é resultado de uma fraude no sistema de votação. A alegação é falsa, e o TSE explica, agora, que houve “uma contenção no processamento dos dados paralisou um dos módulos dos sistemas para divulgar os resultados na internet”.
A Corte eleitoral também sustenta que a visualização da apuração a nível estadual não foi afetada e o portal de consulta da Justiça Eleitoral mostrava a evolução dos percentuais em cada uma das unidades federadas. O TSE ainda esclarece que “a apuração é feita pela urna eletrônica em cada seção, e a totalização corresponde à soma desses resultados”.
Também se ressalta que os boletins de urna (BU) de cada seção são disponibilizados para consulta da sociedade ou de fiscais partidários, inclusive com o QR Code para conferir os dados da votação – como número de eleitores aptos para cada local de votação, comparecimento e abstenção. O resultado é apenas a soma dos resultados das urnas, que estão trancados e seguros e são disponibilizados às 17h.