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Três dias após a explosão no bairro do Jaguaré, na zona oeste da capital paulista, que deixou duas pessoas mortas, uma obra da Sabesp provocou um novo vazamento de gás, em Itaquera, na zona leste.
Vazamento assustou moradores da rua Senador Amaral Furlan, no bairro Parada 15 de Novembro. Eles afirmaram que o cheiro de gás era muito forte na região. Em entrevista à TV Globo, vizinhos contaram que largaram tudo e saíram correndo com medo de uma explosão. “Não vieram nos avisar na hora que aconteceu, só correram e não nos avisaram”, disse uma moradora.
Obra da Sabesp causou dano na rede de gás encanado da rua. Em nota, a Comgás explicou que recebeu um chamado às 13h38 da quinta-feira (14), sobre a ocorrência, e que a equipe chegou ao local às 14h e eliminou o vazamento.
Companha citou que foi feita uma avaliação técnica e foi constatado que não havia risco aos moradores. O UOL procurou a Sabesp para esclarecer o que houve durante a obra, mas a empresa não respondeu. Esse é o segundo vazamento de gás registrado nesta semana envolvendo as duas concessionárias na capital.
Explosão no Jaguaré matou duas pessoas e deixou dois feridos. Até o momento, já foram interditadas 27 residências. Imóveis foram interditados emergencialmente pela Defesa Civil por conta de danos causados pela explosão em uma obra da Sabesp.
Até ontem, 112 moradias haviam sido vistoriadas pelas equipes. Ontem, segundo boletim da Defesa Civil, de 105 imóveis vistoriados, 85 tiveram danos leves, 15 apresentaram danos estruturais mais severos e outras cinco casas precisarão ser demolidas por falta de condições de segurança.
Além das vistorias, outra prioridade das empresas é a substituição e conserto de telhados e janelas nas casas atingidas. O acidente aconteceu em uma comunidade localizada em uma área perto da rua Doutor Benedito de Moraes Leme e da rua Piraúba, atrás do Condomínio Morada do Parque.
Sabesp e Comgás atuavam no local no momento da explosão. As companhias informaram que o acidente ocorreu durante um serviço de remanejamento de tubulação de água, quando uma rede de gás teria sido atingida. As circunstâncias do caso seguem sob investigação da perícia técnica.
Dois homens morreram na explosão. Francisco Albino, de 62 anos, estava internado em estado grave no Hospital Regional de Osasco desde o dia do acidente e não resistiu aos ferimentos. Ele morreu ontem. Já a primeira vítima fatal morreu no dia da explosão. O vigilante Alex Sandro Fernandes Nunes, 49, dormia no momento da explosão. O corpo dele foi encontrado pelo Corpo de Bombeiros sob os escombros.