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Brasil

Transpetro registra aumento em furtos de dutos após seis anos de queda

A estatal interrompeu tendência de redução com 31 ocorrências em 2025, concentradas em São Paulo, alertando para riscos à segurança e ao meio ambiente.

Redação Jornal de Brasília

14/01/2026 18h52

Foto: Agência Brasil

A Transpetro registrou no ano passado 31 ocorrências de furtos e tentativas de furto em dutos operados pela companhia, contra 25 casos em 2024. Esse número interrompeu uma trajetória de queda contínua de cerca de 90% desde 2018, quando foram reportados 261 registros. A maior concentração de casos ocorreu no estado de São Paulo, responsável por 70% das ocorrências no período.

São Paulo viu o número de ataques criminosos elevar-se de 17 em 2024 para 22 em 2025, mantendo-se como a principal área de incidência das derivações clandestinas. Segundo o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, essa evolução sinaliza uma tendência de crescimento em uma região estratégica para a logística de combustíveis no Brasil, facilitada pela extensa malha dutoviária, proximidade a centros urbanos e infraestrutura logística densa.

Outros estados também registraram variações. Minas Gerais passou de uma ocorrência em 2024 para seis em 2025, enquanto Goiás reportou uma ocorrência. Ambos são atravessados pelo Oleoduto São Paulo–Brasília (Osbra), um dos mais importantes para o escoamento de derivados de petróleo. Já o Rio de Janeiro apresentou redução significativa, com apenas uma ocorrência em 2025, contra 13 em 2020, o que evidencia a eficácia de ações integradas com autoridades de segurança pública.

A Transpetro opera uma malha de cerca de 8,5 mil quilômetros de dutos em todo o país e investe anualmente R$ 100 milhões em prevenção. Sérgio Bacci alerta que o aumento da atividade criminosa é preocupante devido aos riscos à segurança das pessoas, potenciais consequências ambientais irreparáveis e impactos no abastecimento de combustíveis em infraestruturas essenciais, como hospitais, aeroportos e portos.

“Somos vítimas de um crime grave, que coloca vidas em risco e afeta infraestruturas essenciais. Mesmo com investimentos contínuos em prevenção, as derivações clandestinas aumentaram pela primeira vez em seis anos. Por isso, consideramos indispensável uma resposta integrada, envolvendo os órgãos de segurança pública, além do endurecimento da legislação para desestimular essa prática criminosa”, defendeu o presidente.

Para este ano, a Transpetro pretende manter sua estratégia integrada baseada em três pilares: aplicação de tecnologia e inteligência para monitoramento e detecção de tentativas de furto; atuação conjunta com órgãos de segurança pública; e relacionamento permanente com comunidades vizinhas às faixas de dutos. Anualmente, a companhia transporta cerca de 650 bilhões de litros de petróleo, derivados e biocombustíveis pelos dutos, o que evita 99,5% das emissões de gases em comparação ao transporte rodoviário, garantindo eficiência, segurança e menor impacto ambiental.

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