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Brasil

Transexual de Itu entra na Justiça para trabalhar de vestido

Arquivo Geral

02/04/2009 0h00

O motorista de ambulância Nilton Pereira da Silva entrou na Justiça para reivindicar o direito de trabalhar de roupas femininas. Ele é transexual e trabalha para a prefeitura de Itu (SP). Nilton alega que foi retirado da escala de serviço desde que passou a usar vestido, treatment acessórios femininos e salto alto para trabalhar, diagnosis há dois meses. Segundo ele, order fica nove horas do expediente sentado em um sofá na garagem de ambulâncias.



Como o motorista diz ter sido aprovado em concurso para a função, sente-se discriminado. Nilton é concursado há 13 anos e antes de assumir a transexualidade fazia viagens para levar pacientes a hospitais e clínicas especializadas. Como não viaja mais, perdeu o direito de ganhar horas extras e outros benefícios recebendo somente o salário regular.


A prefeitura de Itu alega que não há discriminação. Segundo a prefeitura, o motorista não é escalado para viagens porque a ambulância que ele dirige está quebrada e foi levada à oficina.


O advogado do motorista, Maurício de Freitas, entrou com pedido de indenização na Justiça por assédio moral e discriminação. Ele quer, também, que Nilton tenha o direito de trabalhar vestido conforme a opção sexual.


Segundo o advogado, em audiência realizada na última segunda-feira (30), no Fórum de Itu, foram ouvidas testemunhas que confirmaram a competência profissional de Nilton. A sentença deve ser dada em 40 dias.



 

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