< !--StartFragment -- >Em fase de definição da sua carreira, Rubens Barrichello tem duas opções para continuar na Fórmula 1: ou permanece na Honda ou se transfere para a Toro Rosso. Quase descartada no começo do mês, a segunda possibilidade ganhou força com o anúncio que a Red Bull comprou os 50% da equipe italiana que pertenciam a Gerhard Berger, confessa o piloto brasileiro.
“Apesar de o Berger sempre ter sido uma pessoa que me apoiou demais, talvez minhas chances até tenham melhorado com essa história da Red Bull ter comprado a equipe”, comentou Rubinho, pouco antes de jogar golfe nesta quarta-feira. “Eu acredito que eles realmente precisem de alguém experiente. Nesse caso e com a concorrência do Sebastien Buemi e do Sébastien Bourdais, eu posso ser uma boa opção”, destacou.
Com problemas financeiros, a Toro Rosso sempre deixou claro que irá exigir dinheiro para seus pilotos ocuparem as vagas de titular. Recusando-se a tirar do próprio bolso, Barrichello está com problemas para juntar patrocinadores suficientes e ser confirmado na equipe, mas a maior participação da Red Bull pode fazer com que os valores pedidos pelo time diminuam.
Entretanto, apesar da melhora do cenário, Rubens voltou a manifestar o desejo de continuar na Honda. “Depois de dois carros horríveis, pode ser que eles melhorem muito para o ano que vem. Conhecendo já tudo, e sabendo que é o primeiro trabalho completo do Ross Brawn lá, acho que isso poderia ser fundamental para minha carreira”, analisou.
Para saber suas chances, o duas vezes vice-campeão mundial confessa se manter em contato diário com a equipe, mas de uma maneira discreta. “Eu falo sempre com o meu engenheiro, para saber quais são as posições, para saber a opinião dele perante os dois pilotos que estão lutando pela vaga também… Você acaba sabendo mais coisa do que perguntar para o chefão”, brincou.
Ele ainda ressaltou que, se for confirmado, estará prontamente a postos para iniciar o trabalho visando a próxima temporada. “A partir do momento que eles decidirem: é o Rubinho, é uma perda de tempo estar parado aqui no Brasil e não testando o carro com pneus slicks”, afirmou o piloto, se referindo a uma das principais mudanças técnicas para 2009. “Acima de tudo, eu mereço continuar e também dar ao Brasil resultados melhores. Acho que com um carro melhor, eu ainda posso dar muito, tenho muito gás”, garantiu.