O fraco desempenho na segunda parte da temporada 2008 da Fórmula 1 poderia fazer muitos pensarem que a BMW não esteja preparada para integrar o grupo das equipes de ponta da categoria. Entretanto, o diretor esportivo da montadora alemã Mario Theissen insiste em mostrar confiança: segundo ele, a equipe estará ponto para brilhar, independentemente dessa inesperada queda de rendimento.
Após se destacar na primeira metade do ano, quando chegou a liderar tanto o Mundial de Pilotos quanto o de Construtores, a BMW não consegui manter o nível conforme o campeonato foi se afunilando – desse modo, não só caiu par o posto de terceira melhor escuderia da tabela como foi superada pela Renault nas corridas finais.
Contudo, a falta de desenvolvimento do carro na comparação com os principais rivais não é um problema a se preocupar tendo em vista a temporada 2009, de acordo com Mario Theissen: “Acho que podemos estar confiantes”, afirmou o mandatário à publicação britânica Autosport.
“O time agora está estabelecido, a fiabilidade prova que temos uma boa base, o desenvolvimento no novo pacote aerodinâmico está bom e a evolução do KERS (Sistema de Recuperação de Energia Cinética) está adiantada”, comentou, em referência ao aparato que ingressará no regulamento da Fórmula 1. “Então devemos ser fortes no próximo ano”.
Questionado sobre a queda de rendimento da BMW durante 2008, Theissen apontou que provavelmente o período áureo de sua equipe tenha ocorrido mais por causa das falhas de McLaren e Ferrari que por méritos próprios. “Nós tivemos um grande início e uma bela confiabilidade durante o ano – e as outras duas equipes falharam especialmente nos estágios iniciais da temporada. Isso nos ajudou a liderar o campeonato”.
Nesse contexto, a palavra decepção só entra no vocabulário do alemão quando se avalia o desempenho do carro no Grande Prêmio do Brasil, no qual Nick Heidfeld e Robert Kubica estiveram fora da zona de pontuação, e no momento em que se fala da perda do terceiro posto do polonês na classificação geral – antes com grande vantagem sobre Kimi Raikkonen, ele acabou ultrapassado por ter somado apenas 11 pontos nas três últimas provas.
“Robert foi excepcional, mas teve um final de ano que ainda não entendemos. Com três corridas para o fim do campeonato era claro para todos que ele terminaria em terceiro entre os pilotos e depois ficou em quarto. Portanto há um pouco de frustração”, concluiu o homem-forte da BMW.