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Brasil

Tenente-coronel preso por feminicídio será julgado por 3 coronéis na Justiça Militar

Tenente-coronel investigado pela morte da ex-mulher terá conduta analisada por colegiado, enquanto processo criminal segue na Justiça comum

Redação Jornal de Brasília

08/04/2026 14h32

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Foto: Gisele Alves Santana/Instagram

Três coronéis da Polícia Militar foram designados para conduzir o Conselho de Justificação que vai analisar a permanência do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto na corporação. Transferido para a reserva na última semana, ele está preso sob suspeita de feminicídio e fraude processual.

A formação do conselho foi oficializada no Diário Oficial, por ato do secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, no último dia 31.

Segundo o documento, o processo será conduzido em formato digital, por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI), com garantia de ampla defesa e contraditório ao oficial.

O procedimento tem prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 20. Ao final, o colegiado poderá recomendar desde a absolvição até sanções mais graves. A decisão definitiva caberá ao Tribunal de Justiça Militar de São Paulo (TJM-SP), responsável por analisar o parecer e definir a eventual aplicação das punições.

Rosa Neto é réu pela morte da ex-mulher, a soldado Gisele Alves Santana, baleada na cabeça em 18 de fevereiro no apartamento em que viviam no centro de São Paulo. O caso corre na Justiça Comum enquanto, paralelamente, a Justiça Militar avalia a conduta do oficial no âmbito disciplinar.

O tenente-coronel nega envolvimento no crime e alega que a ex-mulher atentou contra a própria vida.

Estadão Contéudo

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