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Brasil

Técnico do México compara seleção norte-americana ao Dream Team de 1992

Arquivo Geral

24/08/2007 0h00

Apesar da banalização no uso do termo Dream Team para qualquer formação da seleção norte-americana, a verdade é que os Estados Unidos só tiveram um time dos sonhos: a seleção olímpica de Barcelona-92. Reunir talentos como Michael Jordan, Charles Barkley, Larry Bird, Clyde Drexler, Patrick Ewing, Magic Johnson, Christian Laettner, Karl Malone, Chris Mulin, Scottie Pippen, David Robinson e John Stockton nunca mais foi possível. Mas depois de duas vitórias com ampla diferença no placar no Torneio Pré-olímpico masculino das Américas de basquete, já começam a surgir as comparações.

O ex-técnico da Universidade de Arkansas, Nolan Richardson, que hoje comanda o México é o primeiro. “Eles são como o Dream Team que teve Magic, Bird e todos aqueles caras. Eles têm a oportunidade de recolocar os Estados Unidos de volta ao local que pertence no topo do mapa”.

Exagero ou não, na conquista do título olímpico o Dream Team teve contagem centenária nos oito jogos que disputou e a menor diferença foi de 32 pontos contra a Croácia na final. Em Las Vegas, com Kobe Bryant, LeBron James, Jason Kidd e Cia., os norte-americanos já tiveram duas vitórias por 64 e 43 pontos de vantagem e o principal diferencial tem sido justamente o ponto ao qual o técnico Mike Krzyzewski dedicou atenção especial na hora de definir a equipe: os arremessos de longa distância.

Ao contrário do que aconteceu nas Olimpíadas de Atenas-2004, quando os norte-americanos conquistaram o bronze com apenas 31% de aproveitamento na linha dos três metros, em Nevada, o grupo registra 44,6% no fundamento. Os destaques fora do perímetro são Michael Redd (50%), Carmelo Anthony (42,9%) e Mike Miller (33,3%).

“Estamos arremessando muito bem agora e temos que continuar a melhorar”, diz Miller. “Perdemos alguns arremessos que normalmente acertaríamos, mas só precisamos continuar focados e trabalhando”.

Assim como o treinador, Carmelo, que também defendeu a seleção no Mundial de 2006, percebeu que as outras equipes apostavam no baixo rendimento dos Estados Unidos na longa distância para vencer. “Agora, nós só queremos provar a todos que estavam errados. E a única maneira de conseguir isso é vencendo os jogos”.

Os Estados Unidos estão de folga na rodada desta sexta. O time norte-americano volta a jogar neste sábado, enfrentando o Canadá, às 16h.

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