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Brasil

Técnico de Marily reclama de "troca" de quenianas

Arquivo Geral

05/01/2010 0h00

“Que venham quantas africanas quiserem”. Foi com este recado que a melhor brasileira da São Silvestre 2009, Marily dos Santos, deixou São Paulo na semana passada. Dona da terceira posição na prova, a alagoana acredita ter todas as condições de superar as estrangeiras, mas seu técnico, Gilmário Mendes, vê uma grande dificuldade neste desafio: a constante troca das atletas quenianas que disputam corridas no Brasil.


“Ninguém vem falando isto, mas as quenianas ficam trocando de time. Quando a gente começa a chegar perto, elas vão embora e entram outras competidoras”, apontou o treinador, que também é marido de Marily. “Tudo bem elas virem, mas tinha que ser por pelo menos seis meses”, opinou.


De acordo com ele, a alternância de treinos no Quênia e competições no Brasil ao longo do ano é uma estratégia dos corredores africanos para alcançar melhores resultados. Como os brasileiros não possuem o mesmo aporte financeiro para fazer o mesmo, acabam sendo prejudicados.


“No Quênia, elas treinam a 2800 metros de altitude e chegam aqui com hemoglobina até o topo (a hemoglobina carrega oxigênio dos pulmões para os músculos, auxiliando a performance). Aí, correm bem no Brasil e, quando começa a nivelar com a gente, vão embora”, explicou.


“Bote uma Pasalia Chepkorir aí um ano. A gente começa a estudar o jeito de correr dela, fica ausente algumas provas, escolho umas três corridas para a Marily ficar no calo delas e vai ver se ela não vai evoluir”, garantiu Gilmário, que assim como Marily não desiste e promete fazer em 2010 novamente uma preparação específica para a São Silvestre.

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