“Não foi só pelo jogo de hoje, mas gosto muito das jogadoras brasileiras, principalmente as meio-de-rede Walewska e Fabiana e a levantadora Fofão. São três atletas de ponta e não me importaria de trazê-las para meu time”, disse Caprara. Coincidência ou não, as três jogam em posições que a Rússia é mais carente no momento.
Mas obviamente não foram apenas para as adversárias que Caprara reservou bons comentários. Ele também comemorou a atuação de todas suas atletas, em especial as das três atacantes que conduziram o time em toda a campanha: Sokolova, Gamova e Godina.
“A Rússia chegou ao primeiro título em 16 anos porque teve três jogadoras em altíssimo nível: Godina, Gamova e Sokolova. Elas têm uma motivação muito forte e, sem isso, seria impossível jogar bem. Também tivemos uma levantadora que pode correr cinco sets atrás da bola, uma líbero que se preocupa com a recepção primeiro e duas meio-de-rede que querem mais do que tudo bloquear”, disse Caprara.
Sobre Sokolova, ele apontou a jogadora como a melhor do campeonato, juntando-se a Zé Roberto, que após a vitória do Brasil na partida da segunda fase já havia destacado a importância da atleta. “Ela é como a mãe e a irmã de todas essas jogadoras e foi quem as puxou a este nível. Ela é tudo para a equipe e se ela não for escolhida a melhor jogadora do torneio, então ninguém mais pode”, completou.
Assim como o treinador brasileiro, Caprara deve continuar no comando da equipe, graças ao bom trabalho que fez ao substituir o emblemático Karpol, que comandou a seleção anteriormente sempre com muita fúria. “Tenho contrato até as Olimpíadas (de 2008). Foi muito difícil trabalhar na Rússia no início porque o país sempre jogou no estilo antigo e mudar para um sistema diferente foi complicado”, finalizou.