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Brasil

Tchecas amarelam diante da torcida brasileira

Arquivo Geral

20/09/2006 0h00

Batucada, gritos, vaias, aplausos, a torcida que compareceu ao ginásio do Ibirapuera nesta quarta-feira para acompanhar o jogo entre Brasil e República Tcheca fez a diferença, garantem as jogadoras da casa. “Foram o sexto homem”, elogia a ala Iziane, cestinha com 23 pontos, usando o conhecido chavão.

Acostumada a jogar no exterior, Estados Unidos e Europa, ela não tem dúvidas que isso fez a diferença na atuação das adversárias, que nem de longe lembraram uma equipe campeã européia. “A gente olhava na cara delas e via que não sabiam o que fazer. Era como uma batata quente (a bola na mão)”, compara. “Ficaram geladas, amarelaram mesmo”.

A ala Marketa Mokrosova admite que o grupo sentiu a pressão. Após concordar com a análise do assistente-técnico Hubor Blazer, que destacou a qualidade técnica com que o Brasil se apresentou nesta tarde, Mokrosova fez questão de ressaltar a pressão vinda do público. “A atmosfera no ginásio foi uma coisa bonita e assustadora de se ver”.

A pivô Alessandra, outra integrante da legião estrangeira da seleção nacional, conhece bem a torcida européia e concorda que para elas é difícil lidar com uma situação como esta. “Elas estavam nervosas, mas nós conseguimos fazer nosso jogo. A República Tcheca tem uma grande torcida porque o basquete feminino é campeão europeu, mas é uma coisa totalmente diferente daqui. Tem muito barulho, não dá nem para falar”.

Blazer reconhece que a participação da arquibancada foi impressionante e intimidou sua equipe. “Subestimamos a atmosfera que haveria no jogo contra o Brasil. Claro que o time se sente mal quando perde a bola e a torcida comemora e o Brasil soube aproveitar isso”.

Para o técnico da seleção brasileira, Antonio Carlos Barbosa, o aumento da presença de torcida era esperado e, apesar de todos os problemas na distribuição dos ingressos, do horário e dia dos jogos e do contratempo extra da chuva, o que se viu nesta tarde foi uma vitória da modalidade. “Foi uma vitória do basquete, que provou ter apelo público mesmo sem muita mídia”.

Lembrando que a transmissão por tevê aberta também foi uma conquista dentro da realidade normal do basquete, Barbosa acrescentou a responsabilidade do time na situação. “É claro que temos um torcida entusiasta, mas a seleção tem que fazer o que precisa para trazer esta torcida”.

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