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Brasil

Tarso Genro não pretende interferir nas negociações da Polícia Civil de São Paulo

Arquivo Geral

21/10/2008 0h00

O ministro da Justiça, web Tarso Genro, store disse hoje (21) que não pretende interferir nas negociações entre o Governo do Estado de São Paulo e a Polícia Civil. “A não ser que o governador peça a nossa opinião, não pretendo ligar pra lá. Até porque isso não seria bem recebido”, disse Tarso Genro após deixar uma reunião com representantes de seis centrais sindicais em Brasília. Os sindicalistas queriam o auxílio do ministro nas negociações depois que um protesto dos policiais civis acabou em intenso conflito com a polícia militar na última quinta-feira (16) em frente ao Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista. “As funções do ministério da justiça, que representa o Governo Federal no caso concreto, estão direcionadas para situações que podem abranger todo o sistema policial brasileiro, não especificamente o conflito coletivo que acontece em São Paulo”, explicou ele.


Segundo Genro, o que o ministério pode propor foi que os sindicalistas integrem mesas de trabalho técnicas que existem no ministério. “Uma delas para a proposição de um acordo imediato para a Lei Orgânica da Polícia Civil, que já está no Congresso Nacional. A outra a respeito da aposentadoria especial”, explicou o ministro, ressalvando que essas questões são “solucionáveis a médio e longo prazo”.


Antes de falar com Tarso Genro, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique Silva Santos, disse que sabia que não é da “alçada do ministro da justiça resolver o problema”. “Mas viemos pedir que ele interfira para ver se conseguimos por fim a essa greve que já dura 30 dias”, disse Santos.


O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira, também aproveitou a reunião para entregar ao ministro capsulas de munição calibre 0.40 que teriam sido usadas pela polícia militar durante o conflito da semana passada.


Os policiais civis reclamam que o piso salarial em São Paulo é o mais baixo do país, e pedem aumento de 15% para este ano, retroativo a março, e mais 12% ao ano, nos próximos dois anos. O governo do estado enviou uma proposta à Assembléia Legislativa do Estado, na qual oferece 6,5% em 2009 e mais 6,5% em 2010.


 

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