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Brasil

Suspeito de roubar celular de estudante no RJ se entrega e confessa crime, diz polícia

Homem flagrado agredindo jovem durante assalto se entregou à polícia após ser reconhecido pelo próprio pai

Redação Jornal de Brasília

12/08/2026 14h44

estudante implora para não ser roubada em assalto

Foto: Reprodução/Polícia Civil do RJ

BRUNA FANTTI
FOLHAPRESS

O suspeito de assaltar uma estudante que ia para a escola, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, se entregou à polícia na noite desta terça-feira (11). Ele foi flagrado por câmeras de segurança apertando o pescoço da jovem, que implorava para não ter o celular levado.

Foi o pai de Alison da Cruz Santana Aleixo, 24, que procurou a delegacia na noite de segunda-feira (10) e disse ter reconhecido o filho nas imagens. Ele ainda afirmou, de acordo com a polícia, ter tentado convencer o suspeito a se entregar, mas ele teria fugido pela janela de casa.

Alison se apresentou à 59ª Delegacia de Polícia (Duque de Caxias) e confessou o assalto, segundo a polícia. Ele estava acompanhado de familiares e usava tornozeleira eletrônica, pois cumpria pena por outro roubo em liberdade. Até a publicação, não há advogado que o represente.

As imagens, gravadas na manhã de segunda-feira, mostram a estudante caminhando para a escola, com a mochila nas costas e o celular nas mãos, quando um homem vestido de preto estaciona um carro branco, desce do veículo, segura o pescoço da jovem e arranca o aparelho de suas mãos antes de fugir.

Nos vídeos, a estudante chora e implora repetidas vezes para não perder o telefone: “Por favor, moço, por favor, por favor, pelo amor de Deus, eu só tenho esse telefone. Moço, por favor”.

Policiais civis foram até o endereço da família de Alison na terça-feira, em São João de Meriti, onde o carro usado no crime estava guardado. No local, uma tia os recebeu, disse já ter visto os vídeos do caso e confirmou que o pai havia comprado o veículo para que o filho trabalhasse como motorista de aplicativo.

Segundo ela, o pai do investigado havia passado mal ao saber que o carro estava sendo usado para cometer crimes. Ele chegou a ser atendido em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) próxima.

À noite, o pai acompanhou o jovem à delegacia. Em depoimento, segundo a polícia, Alison disse ter abordado a vítima portando um simulacro de arma de fogo emprestado de um conhecido. Ele confirmou ter usado de violência para obter o aparelho.

O suspeito disse à polícia ter tentado vender o aparelho na Feira da Pavuna, mas não conseguiu. Diante da repercussão do caso, ele quebrou o aparelho, o jogou na rua e se desfez do simulacro de arma.

Alison afirmou ainda ter cumprido dois anos e dois meses de pena por roubo. Disse também temer ser morto na cadeia por integrantes de facção criminosa, por roubar uma vítima a caminho da escola.

A vítima participou de reconhecimento fotográfico conduzido pela Polícia Civil.

Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram queda nos roubos de rua em Duque de Caxias em junho, na comparação com o mesmo mês de 2025: foram 112 casos, ante 235 — recuo de 52,3%.

Apesar disso, o município aparece em segundo lugar no índice de letalidade violenta do estado, atrás apenas da capital. O indicador soma casos de homicídio doloso, latrocínio (roubo com morte), lesão corporal seguida de morte e morte por intervenção de agente do Estado.

Os 13 municípios da Baixada Fluminense somaram 434 vítimas de letalidade violenta no primeiro semestre, um quarto do total registrado no estado. Duque de Caxias respondeu por 24,4% dos casos.

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