FRANCISCO LIMA NETO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
O STM (Superior Tribunal Militar) decretou a prisão preventiva (sem prazo) de um soldado do Exército investigado sob suspeita de atirar e matar um colega de farda na quarta-feira (8), em São Paulo. A prisão preventiva foi imposta pelo juiz federal da Justiça Militar Vitor De Luca, durante audiência de custódia, na sexta-feira (10).
Segundo o STM, o caso ocorreu em menos de dois meses após o ingresso dos novos recrutas do 8º Batalhão de Polícia do Exército na corporação. Eles estavam no primeiro serviço armado.
A pistola calibre 9 milímetros foi disparada em área de guarda instalada no alojamento de um condomínio residencial de oficiais, localizado no bairro do Ibirapuera, na zona sul da capital paulista.
O soldado Antonio Henrique dos Santos Souza foi atingido no tórax enquanto estava deitado em uma cama.
O militar suspeito de fazer o disparo tentou prestar os primeiros socorros, de acordo com o STM. Outros membros da equipe de serviço também auxiliaram no atendimento até a chegada do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas o soldado não resistiu.
O militar foi preso em flagrante no local. Ele passou por audiência de custódia na sede da 2ª Auditoria da Justiça Militar da União, no centro de São Paulo. A prisão preventiva foi mantida para garantir a hierarquia e a disciplina militar e a adequada apuração dos fatos.
“Segundo relato de testemunhas, o disparo ocorreu enquanto o militar manuseava a arma de forma inadequada, em tom de brincadeira. Ainda conforme os depoimentos, horas antes ele já havia sido advertido por colegas após apontar a arma para outro militar”, afirmou o STM.
As investigações estão em andamento e, após o termino, o caso será encaminhado ao Ministério Público Militar, que decidirá se vai oferecer denúncia. A tipificação penal poderá incluir o crime de homicídio, a depender das circunstâncias apuradas.
O nome do soldado preso não foi divulgado.