O superintendente de engenharia da Infraero, cialis 40mg Armando Schneider Filho, afirmou, em entrevista coletiva, que a pista molhada não foi a a causa do acidente com o Airbus da TAM, nesta terça-feira. Segundo ele, uma equipe da Infraero havia inspecionado a pista 20 minutos antes do acidente e não havia qualquer sinal de alagamento no local. Armando Schneider garantiu que não tem dúvidas de que a pista é segura. “Eu sustento agora que a pista é boa”.
Para o superintende uma investigação profunda não pode acontecer de um dia para o outro e caso se conclua que a pista não foi fator decisivo para a ocorrência do acidente, ela será reaberta.
No entanto, o comando da Infraero informou que a pista principal de Congonhas ficará fechada até o dia 20, para que a Polícia Federal (PF) possa realizar o inquérito do acidente. Depois disso, serão feitas as ranhuras na pista para melhorar o escoamento de água. Segundo Schneider, se discute a possibilidade de abrir a pista principal para operações quando não estiver chovendo. Nos dias de chuva, apenas a pista auxiliar será utilizada.
O comandante de acidentes de vôo do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), brigadeiro Kersul Filho, disse que a média mundial de tempo de investigação de um acidente dessas proporções é de 18 meses. “Neste caso, imaginamos que leve em torno de 10 meses. Mas deixo claro que não há necessidade de término das investigações para que sejam tomadas novas medidas de segurança”, afirmou.
Segundo Kersul Filho, há uma comissão responsável pela investigação, que já colheu os dados necessários. As caixas pretas da aeronave já foram resgatadas, mas não estão em perfeito estado e serão levadas para análise nos Estados Unidos.
O brigadeiro alertou que é impossível garantir que não haverá mais acidentes. Para ele, se o aeroporto está sendo liberado para vôos, isso está sendo feito em função dos princípios operacionais do País. Kersull Filho disse ainda que está tomando providências para verificar se a pista atende aos padrões internacionais.
De acordo com o brigadeiro, os limites são para ser usados, e o avião estava dentro dos padrões de segurança. Para o comandante de acidentes de vôo da Cenipa, ainda há apenas hipóteses, mas afirma que a aeronave tocou o solo muito próximo ao limite permitido.
“O tempo normal do pouso das aeronaves é 11 segundos. O Airbus da TAM percorreu o mesmo trecho em apenas três segundos”, afirmou Kersul Filho. O brigadeiro disse ainda que não investiga causas, mas sim os fatores que contribuíram para a ocorrência do acidente.
O major brigadeiro Jorge Barreto Néri, assessor especial do Ministério da Defesa, pediu que as atenções estejam voltadas para o resgate das vítimas e para a solidariedade aos familiares.
O incêndio no depósito de cargas da TAM Express recomeçou no fim da tarde e ainda continua. De acordo com os bombeiros, 70% do prédio já foi vasculhado, mas eles ainda não sabem informar a causa das chamas.
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