O campeonato chega à reta final tão embolado que pode provocar um inédito empate de cinco pilotos – uma entre as 14 possibilidades de dois ou mais terminarem com o mesmo número de pontos. Cacá tem 249, contra 248 de Hoover, 244 de Losacco e Maluhy, 237 de Camilo e 231 de Jorge Neto. Caso Jorge Neto chegue em segundo, Camilo em quarto, Losacco ou Maluhy em oitavo, Hoover em 13º e Cacá em 14º, todos se igualarão com 251 pontos. De acordo com a posição externada por Nestor Valduga, presidente do Conselho Técnico Desportivo Nacional, Cacá seria o campeão pelo maior número de vitórias alcançadas ao longo do ano – quatro, contra uma de Losacco, uma de Jorge Neto e uma de Camilo.
A questão, no entanto, é controversa, já que o artigo 14.2 do regulamento define os playoffs como “uma disputa à parte para determinar o campeão da temporada”. Na visão de boa parte do meio, a regra é clara: para efeito de desempate, valeriam apenas os resultados alcançados nos playoffs. “Nem sei por que andam fazendo tanta onda em cima disso. O texto é tão objetivo que nem comporta discussão”, argumenta Maluhy, que poderia se igualar a Cacá e tem uma campanha melhor nas últimas três corridas. Dentro dos playoffs, a vantagem seria de Losacco, único com uma vitória na fase decisiva da competição.
Instituído neste ano, os playoffs atingiram plenamente os propósitos de sua criação. “Queríamos dar mais adrenalina ao final do campeonato, mas nem tanto. Acho que passamos do ponto”, brinca Carlos Col, executivo da Vicar, empresa organizadora do evento, depois de informado da possibilidade de empate quíntuplo. Na avaliação dele, o sistema deveria ser mantido, embora com correções de rumo. “Ainda vamos nos reunir, ouvir pilotos e equipes e, se for o caso, proceder aos ajustes”, adianta.