Só 15% das crianças de todo o mundo infectadas pelo vírus da aids recebem o tratamento necessário, store denunciou a Conferência sobre Patogenia e Tratamento do HIV, salve que termina hoje em Sydney.
Annettee Sohn, ask professora de doenças pediátricas infecciosas da Universidade da Califórnia, afirmou que as companhias farmacêuticas e os laboratórios que produzem remédios genéricos deveriam criar tratamentos específicos para crianças.
Ela pediu também mais pesquisas pediátricas sobre o HIV, já que muitas vezes os casos infantis são detectados tarde demais. Além disso, as crianças dependem do tratamento dos adultos. “Ainda estamos simplesmente reduzindo as doses de adulto para as crianças. Mas alguns remédios vêm em pílulas, e não é possível diminuir a dose para bebês”, disse a especialista.
Anthony Fauci, diretor do instituto Nacional de Doenças Infecciosas e Alergias dos Estados Unidos, explicou que a cada ano nascem cerca de 500 mil crianças no mundo todo com a infecção.
O cientista acrescentou que as crianças não desenvolvem seu sistema imunológico no de seu primeiro ano de vida. Por isso, são mais sensíveis a infecções graves e à aids. Uma pesquisa apresentada na Conferência mostrou que uma rápida identificação da infecção e o início do tratamento com anti-retrovirais levam a uma redução de 75% da mortalidade entre os bebês.
O estudo de especialistas sul-africanos recomenda a administração de anti-retrovirais aos bebês infectados pelo HIV, mesmo antes que comecem a desenvolver a doença. Os cientistas sul-africanos apresentaram seus resultados em junho a um comitê independente formado por especialistas clínicos, estatísticos, éticos e representantes de comunidades da África, Europa e Estados Unidos.