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Brasil

Sistema de medalhas na Fórmula 1 teria dado título de 2008 a Massa

Arquivo Geral

26/11/2008 0h00

< !--StartFragment -- >O sistema de medalhas de ouro aos vencedores de cada corrida no Mundial de Fórmula 1 – proposto pelo “chefão” da categoria, Bernie Ecclestone, para a próxima temporada – teria dado o título de campeão de 2008 ao brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, e não ao inglês Lewis Hamilton, da McLaren.


Segundo o sistema, que faz com que o número de vitórias decida o campeonato, Massa seria campeão por ter seis medalhas de ouro, contra cinco de Hamilton. Diante disto, Ecclestone afirma que sua proposta possa entrar em vigor já no campeonato de 2009.


O dirigente disse hoje que decidiu propor o sistema após assistir ao desfecho do Grande Prêmio do Brasil, no qual Hamilton conquistou o título com um quinto lugar, mesmo com a vitória de Massa, resultado insuficiente para dar o título ao brasileiro.


A iniciativa regulamentar poderá ser aprovada pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) no próximo mês.


“O sistema será implantado porque todas as equipes estão de acordo, segundo as opiniões que ouvi nas escuderias. Servirá para evitar que alguém possa conquistar o Mundial sem tentar vencer a corrida”, declarou.


O sistema de pontuação atual, que concede 10 pontos ao vencedor da prova, oito ao segundo, seis ao terceiro e assim sucessivamente até o oitavo, que recebe um ponto, permitiu a Hamilton administrar sua vantagem no GP do Brasil, sabendo que um quinto lugar bastava para ser campeão mesmo se Massa vencesse a corrida.


Hamilton só garantiu o título na última curva da volta decisiva graças a uma ultrapassagem sobre Timo Glock, que não tinha pneus de chuva. O britânico se tornou o campeão mais jovem da história pela diferença de apenas um ponto.


“No próximo ano será necessário arriscar mais”, disse Ecclestone, que se mostrou confiante em que a Fórmula 1 poderá suportar a crise financeira mundial, apesar de também ser atingida.


“O automobilismo mundial está sendo e será atingido, com certeza. É óbvio que talvez os promotores sejam prejudicados pela redução do público, mas é preciso esperar. Não sabemos o que pode acontecer em seis meses”, afirmou.


 

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