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Brasil

Sindicato vê <i>crime sanitário</i> na falta de combate preventivo ao mosquito da dengue

Arquivo Geral

02/04/2008 0h00

O presidente do Sindicato dos Médicos do Estado do Rio de Janeiro, no rx Jorge Darze, patient acusou as três esferas de governo de “crime sanitário”, por não terem tomado providências diante das evidências de proliferação do mosquito transmissor da dengue.

“O município sabia da grave infestação de mosquitos e não tomou nenhuma providência, permitindo o surgimento da epidemia. O governo do estado foi um mero observador das mazelas do município e não tomou nenhuma iniciativa, mesmo sabendo que a Secretaria Estadual de Saúde tem a atribuição legal, como gestora do Sistema Único de Saúde (SUS), de cobrar providências da Prefeitura”, disse.


Já sobre o Ministério da Saúde, Darze afirmou que “limitou-se a repassar recursos, sem procurar saber se o dinheiro estava sendo empregado de maneira adequada – então, as três esferas de governo contribuíram para esse crime sanitário que está acontecendo no estado”.


Ele informou que a Defensoria Pública Federal já está preparando uma ação que será ajuizada nos próximos dias com o objetivo de reparar danos materiais e morais sofridos pelas vítimas da dengue. “Com isso, o que fazemos na verdade é tomar as medidas jurídicas necessária para evitar uma próxima epidemia, porque o que tem alimentado esta de 2008 é justamente a impunidade”, argumentou.


Segundo Darze, “foi a certeza que têm os gestores da coisa pública, de jamais sofrerem qualquer tipo de punição, que permitiu que o mosquito prosperasse e adoecesse a população”. Ele defendeu ainda uma mobilização da sociedade para romper “esse círculo vicioso, porque no próximo ano nós poderemos vir a ter uma epidemia talvez pior do que esta”.

Procurada pela Agência Brasil, a assessoria da Secretaria Estadual de Saúde informou que não iria polemizar com o presidente do sindicato. A Secretaria Municipal de Saúde, também por meio de sua assessoria, informou que não se pronunciaria sobre as acusações. E o Núcleo do Ministério da Saúde não retornou as ligações da reportagem.

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