Destaque da seleção em toda a competição, a oposto Sheila foi novamente decisiva na vitória deste domingo sobre a Rússia, por 3 sets a 1, que garantiu o hexacampeonato do Brasil no Grand Prix. Com os 22 pontos, ela coroou a grande campanha e ainda levou para casa o título de melhor jogadora do torneio.
Mas apesar de ter ficado com as glórias, a jogadora preferiu destacar o apoio da equipe. “Isso veio em conseqüência do que apresentamos”, disse Sheila, em entrevista à Sportv logo após o fim do duelo. “Joguei mais ou menos, bem nuns momentos, mal em outros. Quando o time está bem em geral fica mais fácil. O mais importante foi a vitória”, garantiu.
Apesar de toda a felicidade ainda na quadra, Sheila sabe que as comemorações não podem se estender, afinal, há ainda o principal torneio deste ano, o Mundial do Japão, entre outubro e novembro. “Espero que a gente siga melhorando até o Mundial. Ficou claro que contra Cuba e Japão a gente se descuidou e isso pode ser decisivo mais para frente”, advertiu.
Sheila se referiu aos dois últimos jogos antes da decisão. Contra o Japão, a equipe entrou desconcentrada e perdeu o primeiro set. Somente após grande bronca do técnico José Roberto Guimarães é que a virada aconteceu. Contra Cuba, pela semifinal, mesmo sem ter perdido não perder set, o time foi bastante apático no início e errou acima da média.
Outro destaque do duelo foi Jaqueline. Bastante feliz, ela ainda teve tempo para fazer análises e lamentou a queda de produção no quarto set. “A gente não pode dar vacilo. As russas sempre foram perigosas e crescem mesmo. Mas foi bom o quarto set, a gente entrou no jogo e tudo foi diferente”, concluiu.