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Brasil

Sete jogadoras da seleção brasileira estréiam no Mundial do Japão

Arquivo Geral

27/10/2006 0h00

Das 12 jogadoras que tentarão dar o primeiro título mundial para o Brasil a partir da madrugada da próxima terça-feira, nada menos que sete estarão estreando na história da competição contra Porto Rico, adversário da estréia. Carol, Renatinha, Jaqueline, Mari, Fabiana, a experiente Walewska e Carol Gattaz garantem, porém, que isso não é um problema.

Aos 27 anos, a central Walewska é quem menos deve se sentir ansiosa. Isso porque na sua carreira consta uma medalha olímpica de bronze, conquistada em Sidney-2000. “Por ter vivido essa e outras experiências, seguro bem a ansiedade. Hoje, estou vivendo a melhor fase da minha carreira. Tô bem fisicamente e vou batalhar para me manter assim até as Olimpíadas”, comenta a atleta.

“Disputar um Mundial dá uma motivação a mais. Todo mundo quer disputar uma competição como essa. É o meu primeiro Mundial – talvez até seja o último – e tô aí como uma novatinha, vibrando, juntando toda força e experiência que adquiri durante outras competições importantes. Depois de Pequim não devo jogar mais na seleção. Tenho planos de jogar só em clubes, pois quero engravidar”, emenda Wal.

A experiente jogadora ainda ressalta a sua confiança no grupo. “Quando eu comecei na seleção nessa categoria, era jovem, mas quem jogava eram as mais experientes, que eram muitas. Hoje só tem a Fofão e logo depois eu, que não sou tão velha assim (27 anos), mas já sou rodada (risos). Por isso, hoje as meninas têm uma responsabilidade muito grande e, com isso, amadureceram mais rápido também. E o melhor de tudo: elas correspondem”, compara.

Por sua vez, a levantadora Carol Albuquerque não nega que vai sentir um friozinho na barriga. “Estou ansiosa. Treinamos o ano inteiro pensando nisso. Pensando em chegarmos bem no Mundial. Por ser o meu primeiro no adulto, a expectativa é muito grande. Tenho que controlar um pouco a ansiedade. Esses jogos durante o treino com o Japão ajudam muito, ganhamos ritmo e ajustamos o que falta”, explica.

Outras duas que jamais disputaram Mundiais de qualquer categoria são a oposto Renatinha e a ponta Mari. “Não disputei nem Mundial das categorias de base. A sensação de estar aqui é ótima. Acho que todo mundo que está aqui está sentindo isso. Mas a emoção por saber que é a minha primeira vez é muito grande. Estou muito feliz, mas centrada. Sei que nessa primeira fase não tem time que veio aqui para passear. Todos os times que estão aqui querem ganhar. Sabemos que não vai ser fácil, que temos que jogar bastante para levar esse título pro Brasil. Precisamos entrar forte contra todas as equipes, independentemente da que estiver do outro lado da quadra”, declara a jogadora do Rexona/Ades.

Mari completa: “Procuro não pensar muito nisso e observo o exemplo da Fofão, que é uma pessoa muito especial, que admiro muito. Dentro da quadra, sou muito equilibrada, às vezes até demais (risos). Fora da quadra, afasto a ansiedade conversando com jogadoras mais elétricas, como a Paula. É muito bom fazer parte desse grupo”, exalta.

A meio Carol Gattaz, vice-campeã mundial juvenil em 99, diz que a expectativa para o seu primeiro Mundial é muito grande. “A felicidade de ter conseguido ficar entre as 12 é enorme, já que o grupo era muito bom. Lutei muito para conseguir estar aqui. Isso é maravilhoso. Agora é partir para luta; que a gente consiga fazer grandes jogos e se dê muito bem diante de todas as equipes, especialmente contra os principais adversários: Rússia, China, Itália, embora haja muitos outros times bons, que certamente nos trarão dificuldades aí pela frente”, analisa.

Ao falar da sua primeira participação, a ponteira Jaqueline abre um largo sorriso. “Eu estou extremamente feliz de estar aqui, com essa equipe jovem, maravilhosa, que tem cara de luta, de dedicação. Vou tentar fazer o melhor para ajudar esse grupo chegar à final e fazer bonito. Tenho certeza que essa equipe não desiste nunca e merece, mais do que tudo, estar em uma final”, comenta.

Em 2001, Fabiana foi vice-campeã mundial infanto. Em 2003, campeã mundial juvenil. Três anos depois, a caçulinha do grupo deu um salto: de revelação se transformou em realidade e também faz sua estréia no Mundial adulto. “Esse é mais um desafio. Esse grupo é super bacana. Todas somos unidas. A união aqui sempre esteve em primeiro lugar. A contribuição que posso dar ao grupo é entrar na quadra jogando alegre, vibrando, puxando a equipe. É muito legal disputar essa competição pela primeira vez”, encerra a atleta, eleita melhor atacante na campanha do hexa conquistado pelo Brasil no último Grand Prix.

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