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Brasil

Servidores do Tesouro e do IBGE fazem greve

Arquivo Geral

18/06/2008 0h00

Os servidores do Tesouro Nacional, more about que iniciaram uma paralisação de 72 horas desde ontem (17), ed decidiram hoje (18) entrar em greve por tempo indeterminado na sexta-feira (20). Segundo a União Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon), que organiza a mobilização, as negociações com o governo não avançaram.


Para pressionar o governo, 100 funcionários que ocupam cargos comissionados e exercem função de gerência de Coordenação do Tesouro comprometeram-se a abrir mão do cargo. Eles assinaram uma carta para ser entregue ao secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, com pedido de exoneração.


De acordo com a Unacon, a reunião realizada ontem (17) com o Ministério do Planejamento não teve resultados. Para a entidade, o governo criou um impasse ao não atender às reivindicações da categoria.


A categoria quer a igualdade de salários com os funcionários da Receita Federal, que ganham 15% a mais do que os servidores do Tesouro. Atualmente, um técnico (cargo de nível médio) do Tesouro ganha, em média, R$ 4,5 mil, contra R$ 6 mil de quem exerce a mesma função na Receita. Um auditor (cargo de nível superior) recebe R$ 8 mil no Tesouro e R$ 10,5 mil na Receita.


Mesmo com a proposta do governo em aumentar os salários da categoria em cerca de 35%, as diferenças salariais permaneceriam. Isso porque os auditores da Receita, que fizeram greve de março a maio, receberão reajuste em torno de 40%.


O Tesouro tem 950 servidores. A greve poderá afetar o repasse de verbas do governo federal para estados e municípios, além dos leilões de títulos do governo.


Funcionários do IBGE promovem paralisação amanhã em todo o país


Os funcionários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizarão greve de 24 horas amanhã (19) para alertar o governo federal sobre a necessidade de receber representantes da categoria em tempo de fechar um acordo que permita a inclusão do reajuste salarial dos empregados na medida provisória que autorizará aumentos para vários setores do serviço público. A previsão é que a MP seja editada até o final deste mês.


De acordo com a Associação dos Servidores do IBGE (Assibge), o movimento deverá ter a adesão da maioria dos cerca de 7,5 mil funcionários da ativa (aí incluídos 2,5 mil contratados temporários pelo órgão), espalhados por todo o país. Isso, segundo a entidade, vai paralisar todas as coleta e processamentos de dados feitos pelos técnicos do IBGE.


Os funcionários do órgão querem que o governo feche, por intermédio do Ministério do Planejamento, um acordo sobre a “readequação” da carreira da categoria, aproximando os salários do pessoal dos níveis superior e médio. Eles alegam que os vencimentos começaram a apresentar distorções a partir de 1o setembro de 2006, quando passaram a ter quadro próprio.


Segundo Marlene Moreira, da executiva nacional da Assibge, há dois anos que a categoria não recebe reajuste. Por isso,acrescentou ela, vem tentando a negociação desde o início de 2007, mas até agora não obteve êxito.“Quando passamos a ter carreira própria, houve um reenquadramento que criou uma defasagem muito grande entre os níveis superior e intermediário, gerando distorções. Deste então, não tivemos nem reajuste e nem reposição de salários”, afirmou Marlene.


A sindicalista não soube precisar, no entanto, o aumento pretendido. “O reajuste não é linear, mas contempla com percentual maior o pessoal de nível médio, embora haja readequação também para o nível superior. Queremos ainda paridade entre ativos e aposentados, a realização de concurso público e a melhoria salarial dos contratados temporariamente, que hoje exercem a mesma função, mas com salários menores”.


Marlene adiantou à Agência Brasil que, caso não sejam recebidos pelo governo ainda em tempo de ter suas pretensões salariais incluídas na MP, os funcionários do IBGE podem decidir por uma paralisação por tempo indeterminado.


“Se as negociações não forem reabertas como quer a categoria, vamos realizar assembléias do Oiapoque ao Chuí para decidir por uma paralisação por tempo indeterminado”, disse ela. “Com isso, deixarão de ser coletados índices importantes como o INPC e o IPCA” – este último que serve de parâmetro para o balizamento da inflação dentro do Plano de Metas fixado pelo governo federal.


 

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