No final, o Brasil obteve a suada vitória por 3 x 2 e classificou-se para a decisão, contra a Rússia, que terminaria com o primeiro titulo mundial brasileiro na modalidade. A partir daí, tanto Ricardinho quanto Ânderson afastaram qualquer desconfiança e passaram a ser nomes sempre presentes nas convocações.
Quatro anos depois, o Brasil está de novo numa semifinal do Mundial, desta vez contra a Sérvia e Montenegro, que formava a base da seleção iugoslava. Para o técnico Bernardinho, as boas lembranças daquele jogo podem favorecer a seleção neste sábado, em Tóquio.
“Foi um campeonato muito importante para o Ricardo e o Anderson, que assumiram posições importantes na equipe. Foi o momento de afirmação dos dois. O Ricardo se tornou titular e elevou o nível de desempenho da equipe. O Anderson nunca tinha integrado nenhuma seleção e conseguiu seu espaço”, analisa.
Ricardinho também reconhece a importância daquele jogo. “Depois daquele Mundial as pessoas passaram a me ver de uma forma diferente. Foi uma competição difícil. Lembro que participei pouco das quartas-de-final, contra a Itália, e cheguei a pensar em abandonar a seleção. Mas tive aquela oportunidade contra a Iugoslávia e tudo mudou”, lembra.
Anderson continua começando as partidas no banco, mas tem se revezado bastante com André Nascimento. “Tenho boas recordações da semifinal do Mundial de 2002. Me lembro que o Luna Park (em Buenos Aires) estava lotado e era um jogo difícil. Eu já tinha jogado na Liga Mundial de 2001 e 2002, mas ali tive minha grande chance. Ali eu saí do anonimato, fui o fator surpresa”, conta.
Porém, ele espera uma situação diferente neste sábado, pois os adversários vêm estudando todas as peças do Brasil. “Eles conhecem bem todos os nossos jogadores. Por isso, temos de nos preparar muito bem para esta semifinal, estudando eles também”, ressalta.