O Senado uruguaio aprovou hoje o projeto de lei que autoriza a adoção de crianças por casais homossexuais, o que torna o Uruguai o país pioneiro sobre o tema na América Latina.
Dos 23 senadores que votaram, 17 foram a favor da reforma, disse um porta-voz de imprensa do Senado à Agência Efe.
O projeto de lei de modificação do Código da Infância e da Adolescência que autorizará a adoção de crianças por casais homossexuais foi apoiado pelos senadores do partido governante Frente Ampla.
O Partido Nacional (ou Branco), principal da oposição, rejeitou a modificação da lei, por entender que é contrária à definição de família, de acordo com a Constituição uruguaia.
A reforma legal, que torna o Uruguai o primeiro país da América Latina a permitir este tipo de adoção, já tinha sido aprovada pela Câmara dos Deputados no dia 27 de agosto, com algumas remodelações da primeira minuta aprovada em julho pelos senadores.
Resta agora a aprovação do Executivo, para que a nova lei entre em vigor.
A Igreja uruguaia manifestou sua total oposição à nova lei, por entender que as figuras materna e paterna “são fundamentais” para o desenvolvimento de uma criança.
Um recente comunicado do Arcebispado de Montevidéu afirmou que a adoção por casais homossexuais “vai contra a própria natureza humana”.