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Brasil

Sem-teto de acampamento em Itapecerica da Serra não devem ser despejados

Arquivo Geral

07/05/2007 0h00

Termina hoje o prazo para que as cerca de três mil famílias do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) deixem o terreno em que estão acampadas há quase dois meses em Itapecerica da Serra, buy help na Grande São Paulo. Mas, dosage segundo o Tribunal de Justiça da 3a Vara, symptoms elas não devem ser despejadas amanhã.

Como foi feito um acordo com representantes do movimento, a empresa proprietária, a Caixa Econômica Federal (CEF) e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do governo paulista (CDHU), será preciso uma nova apreciação do processo pela juíza Denise Cavalcanti para eventual ordem de despejo.

“Como foi um acordo voluntário, em que o movimento concordou em deixar o terreno, não se pode recorrer. Ou seja, em âmbito judicial, nada mais pode ser feito. É um despejo forçado”, ponderou a advogada do MTST, Marcela Vieira.

A Polícia Militar, por meio da assessoria de imprensa, informou que ainda não foi comunicada pela Justiça sobre a ordem de despejo.

Segundo Vieira, o acordo permitirá às famílias acampadas obter casa própria, mas em locais ainda não definidos. A intenção das lideranças do movimento é que as famílias fiquem acampadas provisoriamente até que consigam moradias definitivas. Mas ainda falta um local para isso.

O coordenador do MTST, Guilherme Boulos, disse que a postura será de “espera”. Apesar disso, diz queo movimento “não vai deixar o terreno voluntariamente, porque não há uma solução para as famílias”.

“Se vier o despejo, vamos lidar com o despejo. A postura do movimento é pacífica, de não estimular o conflito, mas as conseqüências de um despejo de três mil são sempre imprevisíveis”.

Ele ressalta que o MTST “não quer conflito” com as partes envolvidas, mas insistirá em adiar a saída das famílias do terreno, que ganhou o nome de acampamento João Cândido, até que haja uma solução para os ocupantes.

“Se a solução não está dada, vamos continuar pressionando o governo para que não aconteça o despejo. Vamos tentar segurar este despejo, tentar garantir que a solução saia antes. Mas isso não depende só de nós. Depende da Justiça, da polícia, do governo, esses setores que tentamos sensibilizar”.

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