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Brasil

Sem sonho de vitória, Barrichello expurga memória de Schumi

Arquivo Geral

17/10/2006 0h00

Ao contrário das últimas seis temporadas, quando competia pela Ferrari e chegava ao Brasil sempre com a expectativa de uma vitória, o brasileiro Rubens Barrichello limitou seus projetos à esperança de fazer uma boa participação no GP do Brasil de Fórmula 1, neste domingo, em Interlagos, São Paulo. “Venho para cá com a experiência de 14 anos e a vontade da primeira vez”, diz o piloto, que disputa sua primeira temporada pela Honda.

Com 28 pontos na classificação e ocupando a sétima posição no Mundial de Pilotos, ele reconhece que o sonho de vencer em São Paulo não pertence a sua realidade atual, mas nem por isso comprometerá seu empenho. “Não tem aquela expectativa de vitória. Isso tira a pressão, mas não a vontade de ganhar e fazer bem a minha parte”.

Longe da disputa pelas primeiras posições do Mundial, Barrichello faz um balanço positivo da temporada, mesmo chegando à ultima etapa com um rendimento abaixo de suas próprias expectativas. “O Campeonato não foi como planejei, principalmente nas três primeiras corridas que ficaram muito aquém. Mas quando você está em fase ruim o importante é conseguir sair do buraco”, explica.

Nas três etapas iniciais da F-1, o paulista terminou, respectivamente, em nono, décimo e sétimo lugar. “Tive uma fase boa no meio e depois descemos um pouco. Os pontos não são os que planejei, mas com todas as dificuldades de controle de freio, de tração, a adaptação foi boa e estou em uma boa fase agora”, conforma-se.

Sobre o desempenho geral dos brasileiros na categoria, Barrichello também é otimista. “O Felipe (Massa) está fazendo um bom trabalho e é bom para ele ver o Schumacher sair e poder liderar esta fase da Ferrari”. Ex-companheiro do alemão na equipe de Maranello, Barrichello é cauteloso ao comentar sobre o futuro do heptacampeão, que se aposenta após o GP do Brasil neste final de semana.

"Todo esportista chega em uma hora que tem de parar. Para ele (isto acontece) em um momento chave, bom. Não vai acabar como campeão, mas acaba bem”. Sobre as boas e más experiências colecionadas ao lado do alemão, Barrichello é ainda mais econômico. “A imagem do Schumacher que fica é difícil falar. Apesar de não querer lembrar de coisas ruins, são coisas no meio do caminho que ficam. Mas não vou ficar lembrando muito dele”, admite.

Golfe

Nesta terça-feira, Barrichello esteve longe da velocidade da Fórmula 1. Fã de golfe, ele participou da disputa do Circuito de Golfe Ayrton Senna. “Este é um evento em homenagem ao Ayrton e vale a pena dar uma soltada no golfe nesta terça-feira. Para mim é nobre poder participar de um torneio como este e contribuir com minha presença”.

Amigo do tricampeão mundial, Barrichello lembra com carinho do ex-piloto morto em 1994. “Ele é uma pessoa que valeu muito para mim e vale ainda. Deu grandes conselhos bons e sua amizade. E sua família continua fazendo tanto pelos outros”.

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