Tal reação apenas reflete o sentimento que ficou no grupo: o ouro não veio, mas a sensação é de dever cumprido. “Depois da derrota ficamos tristes, mas acho que foi porque a gente tinha um desejo muito grande de vencer. O grupo está consciente de que deu o seu melhor”, comentou a levantadora Fofão. “Agora temos que corrigir os detalhes que fizeram a gente perder uma final por dois pontos”, emendou.
Principal jogadora da defesa, um dos pontos positivos do Brasil no Mundial, a líbero Fabi tem discurso semelhante. “Tenho orgulho de ter feito a final, de ter vestido a camisa do Brasil, de fazer parte deste grupo que perdeu no detalhe contra um grande time, a Rússia”, garantiu. “Temos que ver essa medalha como um ouro”, pediu Renatinha.
Para a oposto Sheilla, a derrota no Mundial servirá como incentivo no futuro. “Sei que a gente lutou e que nosso grupo merecia demais esse título. Ele não veio, mas estamos tranqüilas. Agora está todo mundo pensando no Pan e nas Olimpíadas, onde queremos trazer o ouro”, afirmou. Sassá concorda “Temos que pensar nos dez títulos que já ganhamos e seguir em frente. Ainada há muito por vir”, declarou.
Por sua vez, Jaqueline acredita que, mesmo com a prata, a seleção feminina conseguiu mostrar a filosofia do grupo. “Não estamos abaladas, porque sabemos que não desistimos em nenhum momento. Todo o Brasil pôde ver que este é um time muito unido, inclusive nos momentos difíceis. Não conseguimos desta vez, mas eu tenho certeza que ainda vamos dar muitas alegrias ao Brasil”, comentou.
Destaque no meio-de-rede, Fabiana faz uma promessa. “É triste, mas estamos firmes, vamos trabalhar no ano que vem. A gente perdeu um jogo que foi ponto a ponto, não nos entregamos. Por isso não vamos baixar a cabeça”, garantiu.
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