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Brasil

Seleção de basquete parte para Porto Rico disputar torneio preparatório

Arquivo Geral

14/08/2007 0h00

Aguardando apenas a definição da situação do ala/pivô Anderson Varejão, a seleção brasileira masculina de basquete embarcou nesta terça-feira para Porto Rico, última parada do grupo antes do Torneio Pré-olímpico, em Las Vegas. A partir desta quinta-feira, o time comandado pelo técnico Aluísio Lula Ferreira disputa a Copa Tuto Marchant, enfrentando a seleção da casa, Argentina e Canadá. Na cabeça, jogadores e comissão técnica brasileiras têm apenas uma preocupação: obter ritmo de jogo e entrosamento para o grupo.

“A competição em Porto Rico é nossa fase final de preparação, não estamos preocupados em ganhar, mas sim em conseguir um bom ritmo”, explica o ala Guilherme Giovannoni, cuja opinião é compartilhada também pelo ala/armador Leandrinho. “O que a gente quer mesmo é arrumar alguma coisa que ainda precise ser ajustada”, diz, reafirmando sua confiança que a equipe conquiste a sonhada vaga olímpica para os Jogos de Pequim-2008. “O resultado que a gente quer mesmo é a classificação”.

Assediado no aeroporto, Leandrinho foi reconhecido por um grupo de turistas torcedor do Phoenix Suns, mas que viajavam com camisas do São Paulo e Grêmio. O ala/pivô Nenê também virou atração no embarque com inúmeros pedidos de fotos e autógrafos. O jogador do Denver Nuggets foi dúvida no grupo até segunda-feira, quando finalmente a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) recebeu a notificação com o valor do seguro exigido pela franquia norte-americana para liberá-lo para o Pré-olímpico.

Os Nuggets pediram US$ 18.200 mil para a cobertura, quantia que surpreendeu até mesmo o próprio jogador. “Demorou tanto para nada, né?”. Nenê achava que a franquia fosse cobrar algo em torno de US$ 200 mil, considerando os quase US$ 500 mil que o Dallas Mavericks teria pedido à Alemanha para liberar Dirk Nowitzki.

De início, o caso de Nenê estava sendo tratado como o do alemão com exigência de cobertura especial para seu joelho operado o que elevaria bastante o valor do seguro. “Mas eles cortaram bastante coisa”, diz o jogador, sem saber explicar exatamente quais exigências foram suprimidas na liberação.

Sem jogar desde maio, quando sua equipe foi eliminada nos playoffs da NBA, ele é um dos mais ansiosos para entrar em quadra. “O importante agora é me acostumar com a equipe e pegar condicionamento físico”. Sua readaptação exigirá um esquema especial da comissão técnica. “O Nenê tem que voltar devagar”, destaca o treinador da seleção. Segundo ele, o ala/pivô começou a receber as primeiras orientações sobre o esquema de jogo da equipe nesta terça, trabalhando em quadra com o auxiliar-técnico Flávio Davis. “Vamos fazer um plano especial para acelerar o processo tático de adaptação, mas para a parte técnica e física isso não é possível”, completa Lula.

Outro que não vê a hora de entrar em quadra é o ala/armador Alex Garcia. Após ser submetido a uma cirurgia na mão esquerda durante os Jogos Pan-americanos do Rio, ele permaneceu com o grupo, mas tem treinado separado e ainda não foi liberado pelo departamento médico para jogar. Segundo o médico da seleção, Carlos Vicente Andreoli, a liberação só deve acontecer para o Pré-olímpico, mas Alex garante que, se fosse necessário, poderia jogar hoje mesmo. “Tiramos um raio-X ontem e já colou quase tudo, só está faltando um pedacinho. Eu me sinto pronto para jogar”.

O Brasil estréia na Copa Tuto Marchant enfrentando a Argentina, às 19h30, desta quinta-feira. Na sexta, o adversário será Porto Rico, fechando a programação no sábado contra o Canadá. As quatro seleções estarão no Pré-olímpico, que começa dia 22 e classifica os dois finalistas para os Jogos de Pequim-2008.

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