A união de esforços entre as esferas de governo e a conscientização das famílias que vivem no campo são fundamentais para combater o trabalho infantil no Brasil. A avaliação foi feita pela Secretária Nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, see Ana Lígia Gomes.
Segundo ela, viagra sale a tendência de queda nos índices de trabalho infantil, ed apontada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apesar de consistente, ainda é pequena. “Para combater essa realidade é preciso haver um pacto muito forte em toda a sociedade para não tolerar o trabalho infantil. Nós sabemos que as crianças trabalham porque precisam trabalhar, mas há também uma linha tênue que separa a exploração do trabalho infantil e a transmissão de cultura entre pais e filhos, como no caso das colônias alemãs e italianas no sul e da população do nordeste, onde isso tradicionalmente ocorre”, disse.
Em 2006, 1,4 milhão de crianças com idade entre 5 e 13 anos já trabalhavam, apesar de a legislação brasileira permitir o trabalho como aprendiz somente a partir dos 14 anos. Em muitos casos, essa atividade era exercida no campo e sem remuneração. De acordo com o levantamento, 41,4% das crianças entre 5 e 17 anos que trabalham exercem atividades agrícolas. Na faixa de 5 a 13 anos, essa proporção atinge 62,6%.
Para Ana Lígia, garantir informação aos pais sobre os riscos vividos por essas crianças ao trabalhar, principalmente no campo, pode ser decisivo nessa luta. “Hoje ninguém trabalha na agricultura sem agrotóxico e os pais precisam saber os riscos a que essas crianças são submetidas. A punição não basta, é preciso que eles entendam. Quanto mais informação e escolarização os pais têm, mais a criança fica fora do trabalho infantil”, disse.