FRANCISCO LIMA NETO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
São Paulo registra mais e 1.000 km de congestionamento na manhã desta terça-feira (4), em que o rodízio de veículos está suspenso em razão da greve nas linhas 11-coral, 12-safira e 13-jade da CPTM.
Às 10h eram 1.416 km de filas, de acordo com informações do monitoramento da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). Para efeito de comparação, na primeira terça-feira de junho, a lentidão alcançou 413 km no mesmo horário.
A zona sul é a mais afetada, com 432 km de lentidão, seguida pela zona leste, com 358 km.
CONGESTIONAMENTO EM SÃO PAULO ÀS 10H DE TERÇA-FEIRA (4)
- Zona sul: 432 km
- Zona leste: 358 km
- Zona oeste: 338 km
- Zona norte: 185 km
- Centro: 103 km
A paralisação dos ferroviários começou na madrugada desta terça-feira (4) em São Paulo.
As linhas 11-coral e 12-safira funcionavam parcialmente às 5h47. Já a linha 13-jade estava completamente parada no início da manhã. A linha 11-coral opera entre as estações Barra Funda e Guaianases. Na linha 12-safira, os trens circulam entre as estações Brás e Engenheiro Goulart.
Passageiros enfrentam superlotação, atrasos e falta de informações na ida ao trabalho.
As três linhas são uma importante via de ligação entre o centro e a zona leste de São Paulo, a mais populosa da cidade.
O Expresso Aeroporto também não está operando. As demais linhas de trens e do metrô não são afetadas pela greve e operam normalmente.
O Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) foi acionado pela CPTM. Ao todo, 128 ônibus foram mobilizados, mas a demanda é bem maior. Assim, passageiros enfrentam longas filas e superlotação para conseguir embarcar nos coletivos.
O governo de São Paulo adotou plano de contingência e reforçou transporte sobre trilhos durante a paralisação.
O metrô antecipou a operação para as 4h e reforçou a operação na linha 3-vermelha. A CPTM implementou um plano de contingência para operar parcialmente as linhas 11-coral e 12-safira.
A greve por tempo indeterminado foi decidida na segunda em votação no STEFZCB (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil), no Brás, região central da cidade.
A categoria protesta contra a concessão das linhas e as falhas apresentadas pela Trivia Trens após a concessionária assumir as linhas que eram da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos)
A CPTM e o governo estadual lamentaram a decisão do sindicato, “mesmo após a apresentação de compromissos concretos e da disposição expressa da gestão estadual para avançar nas negociações”.
Em nota conjunta, a CPTM e o governo disseram que, em reunião nesta segunda, o Estado reiterou o compromisso com a preservação dos postos de trabalho e com a análise de projetos de lei de interesse da categoria, como a absorção dos empregados por outros órgãos públicos estaduais, a discussão sobre incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM, e a inclusão dos trabalhadores no Instituto de Iamspe (Assistência Médica ao Servidor Público Estadual).
O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, a multa diária é de R$ 400 mil.