O panamenho Irving Saladino garantiu que o salto que lhe deu o ouro do salto em distância do Mundial de Atletismo nesta quinta-feira foi o maior que conseguiu em toda a sua vida. Principal nome da categoria, o atleta ainda comemorou o primeiro ouro de seu país na história da competição.
A marca foi conseguida com sofrimento. Em sua última apresentação, o italiano Andrew Howe havia conseguido 8,47m, assumindo a primeira colocação e comemorando o título com antecedência. Saladino, no entanto, deu o troco no adversário e emplacou 8,57m.
“O último salto do Howe me deixou aceso e me deu uma energia extra”, revelou o panamenho. “Quando parti para o meu último salto, senti como se estivesse fora do meu corpo. Foi o maior salto da minha vida”, completou.
Saladino, responsável pelo único prêmio do Panamá nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro com o título do salto em distância, também comemorou o único prêmio conquistado por seu país. “Estou muito orgulhoso por ter conseguido a medalha de ouro para a minha terra”, comemorou.
Antes da conquista do saltador, apenas um atleta do país da América Central havia subido ao pódio em uma competição de caráter mundial. Nas Olimpíadas de Londres-1948, o velocista Lloyd LaBeach havia conseguido duas medalhas de bronze nos 100m e nos 200m rasos.
Sorriso amarelo: Embora tenha gritado que era o melhor ao cravar 8,47m, Howe reconheceu a superioridade de Saladino. “Não tenho palavras. Eu não poderia ter feito melhor do que já fiz. Consegui a minha melhor marca pessoal e ainda quebrei o recorde italiano. Sabia que o Irving viria com um salto louco na última tentativa, então estou feliz por ter ficado com a prata”, finalizou.