Com a aproximação do período de matrículas para o ano letivo de 2026, aumenta entre pais e responsáveis a busca por critérios que ajudem na escolha da escola. A decisão envolve não apenas aspectos administrativos, mas também valores familiares, organização da rotina e, sobretudo, o perfil de cada criança.
Segundo a pedagoga e especialista em aprendizagem Anna Dornas, o primeiro passo consiste em observar atentamente o aluno. Para ela, compreender características individuais é essencial antes de analisar as opções disponíveis.
“Cada criança é única, com temperamento, necessidades e formas próprias de aprender. Antes de escolher a escola, é fundamental compreender quem é esse filho”, afirma.
A especialista destaca que a filosofia pedagógica da instituição precisa dialogar tanto com a essência da criança quanto com os valores da família. Ela ressalta que não há um modelo único considerado ideal.
“O importante é que a proposta da escola, seja tradicional, montessoriana ou construtivista, respeite a individualidade do aluno e o contexto familiar”, explica.
Outro ponto central, de acordo com Anna Dornas, é a equipe docente. Para ela, a qualidade do ensino depende diretamente da relação entre professores e estudantes, além da formação dos profissionais e do número de alunos por sala.
“Os educadores são o coração da escola. Mais do que a estrutura física, os pais precisam observar quem ensina, a formação desses profissionais e o vínculo construído com as crianças. É essa relação que sustenta um bom processo de aprendizagem”, afirma.
A localização da escola também deve entrar na avaliação, mas sem se tornar o critério principal. A especialista orienta que a proximidade facilite a rotina da família, sem que isso comprometa a adequação pedagógica da instituição às necessidades do aluno.