O presidente da Rússia, visit this site Vladimir Putin, side effects anulou hoje o acordo de aluguel de dois radares de alerta antecipado de ataques com mísseis e controle do espaço instalados na Ucrânia, informou o serviço de imprensa do Kremlin.
Putin assinou a promulgação dessa lei horas antes de se reunir com o presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, em meio a um novo conflito devido ao gás, agravado pela ameaça da Rússia de cortar esta noite o fornecimento ao país vizinho.
A decisão de dispensar os dois radares ucranianos construídos em tempos soviéticos, um perto da cidade de Mukachevo, no oeste da Ucrânia, e outro situado no porto de Sebastopol, na Criméia, foi anunciada pelo Governo russo no segundo semestre de 2007.
O Executivo pediu a anulação do acordo por considerar que a vida útil das instalações se esgotou, mas uma fonte do Gabinete afirmou hoje que a decisão do Kremlin tem outro motivo.
A Rússia insiste em que Kiev não cumpriu o acordo com a Rússia ao subordinar os radares à Agência Espacial Nacional da Ucrânia (NSAU) e ao encarregar civis da manutenção das instalações.
“Além disso, a Ucrânia dá passos ativos para acelerar sua adesão à Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte)”, disse uma fonte do Governo russo à Interfax.
O contrato de aluguel das duas estações de radares ucranianas foi assinado em 1997 e envolvia o pagamento de US$ 1,2 milhão ao ano à Ucrânia.
No final de janeiro, Moscou anunciou planos de instalar dois novos radares na Rússia e ir dispensando gradativamente o uso das estações alugadas em outros países.
“Devemos, inicialmente, deixar de utilizar os radares instalados na Ucrânia”, disse então o general Vladimir Popovkin, comandante das Tropas Espaciais da Rússia.
Em uma segunda etapa, a Rússia deixará de utilizar os radares que aluga em Azerbaijão, Cazaquistão e Belarus, todos herdados por esses países após a desintegração da União Soviética, em 1991, acrescentou o general.