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Brasil

Rubinho admite menor pressão com boa fase de Massa

Arquivo Geral

31/10/2006 0h00

Se o desempenho abaixo do esperado da Honda na temporada 2006 teve alguma conseqüência, esta foi a de fazer com que Rubens Barrichello adotasse um discurso bastante cauteloso para o próximo campeonato. Ao contrário de seu companheiro Jenson Button, que declarou até sonhar com o título mundial, o brasileiro prefere não fazer previsões.

Os motivos, de acordo com o piloto, são dois: primeiro porque ele ainda não se adaptou muito bem ao carro. Depois, porque a equipe ainda possui muita coisa a fazer na pré-temporada. “Posso dizer que de cada dez problemas que tivemos, cinco ainda estão pendentes. E isso nós vamos tentar arrumar nos testes de inverno, quando com certeza surgirão outras coisas para fazer”, discursou.

O piloto deve voltar a testar no final de novembro, quando começam os primeiros treinos visando o próximo campeonato. Isso não significa, porém, que os trabalhos na Honda estejam parados. “Eu falo quase toda hora com eles e tem muita coisa para melhorar naquele carro. Tive dificuldades de adaptação, mas vai ficar legal”, garantiu.

Ele, porém, não se arriscou a palpitar. “Posso fazer o que eu sei bem: passar para a equipe o meu conhecimento e tentar dar o meu melhor. Agora para saber o que vai acontecer e o que não vai teremos que esperar mesmo”, justificou.

Por outro lado, Barrichello admitiu que a vitória de Felipe Massa no GP do Brasil vai ajudar a diminuir a pressão sobre ele. “O Massa tirou uma carga não só minha mas de todo o país que esperava por esta vitória. Ele usufruiu de um momento bonito e isso vai fazer com que a responsabilidade seja um pouco dividida. Para mim é importante, pois vinha carregando esta carga o tempo inteiro”, reconheceu. “A pressão sempre existiu de uma forma positiva. No Brasil eu tenho sempre boas performances por causa disso”, completou.

Solidariedade
Como faz há dez anos, Rubens Barrichello participou de uma partida beneficente nesta terça no estádio do Pacaembu contra outros pilotos. Lá, ele era aguardado ansiosamente por 70 crianças da AACD, que receberam presentes e foram abraçadas uma a uma pelo esportista.

No campo, porém, Rubinho se mostrou um desastre. Após errar uma série de passes, ele teve uma clara oportunidade de gol, quando ficou cara a cara com o goleiro. Porém, chutou na trave e não conseguiu encerrar seu jejum nos gramados.

“Não lembro a última vez que marquei um gol. É mais fácil você me perguntar da última vitória na Fórmula 1”, brincou o piloto, que por baixo carregava uma camiseta em homenagem aos filhos por baixo do uniforme. “Foi o Luciano Huck quem me deu. Há anos venho jogar com ela para mostrar na hora do gol, mas nunca consigo. Sou péssimo jogador”, admitiu. O time dele foi eliminado na disputa por pênaltis, após um empate em 1 x 1.

Além de Barrichello, Felipe Massa, Alex Barros e Cacá Bueno também foram convidados para a disputa. Com inúmeros compromissos na agenda, porém, eles não conseguiram comparecer ao jogo.

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