Haja visto o grande sucesso da McLaren nesta temporada, na qual ocupa a liderança de ambos os campeonatos e tem seus dois pilotos – Fernando Alonso e Lewis Hamilton – demonstrando bastante competitividade nas sete primeiras corridas até aqui, cresce a especulação de que os dois, sem o assédio da Ferrari, que tem mostrado um desempenho abaixo da média, começarão a criar uma rivalidade entre si.
Isto já aconteceu na escuderia em outros tempos, quando nos últimos anos da década de 80, Alain Prost e Ayrton Senna travaram uma batalha intensa pelas vitórias. Mas de acordo com o chefe da escuderia, Ron Dennis, tal cenário não se repete dessa vez, sobretudo por se constituir em uma situação diferente, não só por estes serem dois jovens pilotos.
“É diferente, os dois anos de diferença entre eles não é nada. Nesta situação, ambos realmente se gostam. É um caso no qual eles dizem: gosto de você, mas queria que você não fosse tão competitivo”, brincou Dennis.
Na tabela do campeonato de pilotos, Lewis Hamilton aparece como o líder, seguido de perto por Fernando Alonso. Isto, somadas às declarações feitas pelo espanhol de que não estaria confortável no time e que este favorecia seu companheiro britânico, inevitavelmente poderiam sugerir que algum tipo de tensão vem surgindo dentro do time. Mas Dennis reforça que não há nenhum problema entre os pilotos e garante que ambos recebem tratamento igual.
“Estou confortável com a situação”, disse o chefe da McLaren. “Claro que é ótimo ser o primeiro e o segundo colocado e liderar ambos os campeonatos, mas o que importa na vida de qualquer um é ser feliz. Eles estão muito comprometidos com a vitória, mas também é importante como eles vencem. Simplesmente me certifico que não haja nada no time que possa ser interpretado por nenhum dos pilotos como um tratamento privilegiado”, concluiu.