Os medalhistas olímpicos Robson Caetano, Claudinei Quirino e Joaquim Cruz estão em Brasília. Eles foram convidados pela Caixa Econômica Federal (CEF) a serem padrinhos da 9ª Meia Maratona de Brasília, que será realizada no domingo (6) a partir das 9h, no Eixão Norte, na altura das quadras 105/205. A maratona será realizada em comemoração ao Dia Mundial da Saúde e da Atividade Física, e contará pontos para o ranking da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).
Robson Caetano, Claudinei Quirino e Joaquim Cruz fazem parte do programa “Heróis Olímpicos”, do qual também participam os medalhistas Nelson Prudêncio, Arnaldo Oliveira e Edson Luciano. O programa corre o Brasil inteiro com palestras e atividades esportivas.
Robson, Claudinei e Joaquim darão a largada da maratona, e também estarão no Parque da Cidade no mesmo dia, em evento organizado pelo Ministério da Saúde. Dezoito tendas estarão espalhadas pelo parque, das 8h às 18h, com palestras, teatro, música, entre outras atividades.
Robson e Claudinei estiveram nesta sexta-feira no Conjunto Nacional, em tarde de autógrafos. O clicabrasilia.com.br conversou com os dois “heróis”.
Tricampeão mundial dos 200 metros, Robson Caetano explica por que aceitou o convite para ser padrinho: “Quero prestigiar e estar presente nas provas da confederação”. Claudinei Quirino, medalha de ouro nos Jogos Panamericanos de Winnipeg, em 1999, diz que o objetivo do programa “Heróis Olímpicos” é multiplicar o atletismo em escolas e universidades. “Queremos usar o esporte como instrumento de inclusão social”, afirma. A dupla esteve na manhã de hoje na Universidade de Brasília (UnB). Eles palestraram para alunos e atletas sobre a importância do esporte e falaram também sobre a maratona de domingo.
De acordo com Robson, eles são “orientadores” de jovens atletas. “Nós mostramos aos jovens que eles também podem se tornar grandes atletas, não importa se são pobres”, diz. “Queremos passar nossa experiência a eles”, completa Claudinei.
Atletismo brasileiro
Para Robson, o atual atletismo brasileiro sofre uma carência de velocidade. “Mas os atletas têm condições de representar muito bem o Brasil”, afirma. “Os 100 metros com barreira estão num baixo nível técnico, e tem de haver melhora também no revezamento”, opina. Questionado sobre os atletas em quem aposta para as Olimpíadas, Robson Caetano não pensa duas vezes: “Essa é fácil: Jadel (Gregório), Fabiana Murer e Maurren (Maggi)”.
Nenhum dos dois corre profissionalmente. “Eu já tenho 44 anos, não dá”, diz Robson. Para Claudinei, o esporte é fruto do rigor físico. “Tenho que respeitar o ciclo básico da vida”, explica. Atualmente Robson e Claudinei são comentaristas esportivos.
Os dois se dizem satisfeitos com as atividades que vêm fazendo. “Gostamos muito do que fazemos, e ainda somos pagos para isso”, brinca Claudinei. “Existem prioridades, e a minha hoje é estar com a família”, conclui Robson.