No mês de fevereiro, Minuzzi voltou a atuar por seu clube, o Telemig Celular/Minas. Em setembro, foi convocado para a seleção de Novos, que venceu dois amistosos contra a equipe adulta da Argentina, em Buenos Aires, nos dias 12 e 13 de outubro.
“No primeiro jogo, entrei apenas para fazer um bloqueio, mas na segunda partida comecei jogando. Eu via que a comissão técnica estava um pouco apreensiva. Antes do jogo, o Bernardinho veio me perguntar se estava tranqüilo para jogar. O Zé Inácio (preparador-físico) disse que era bom me ver de volta. Vi aquele ginásio lotado, com 9 mil pessoas, e tudo o que eu queria era partir para dentro dos caras”, conta Minuzzi. “Eu chorei depois do jogo. Passou pela minha cabeça tudo o que tinha acontecido”, revelou.
O jogador acredita que está na mesma forma técnica de quando parou de jogar. Para ele, as duas semanas de treino antes da viagem para o Mundial, prevista para o dia 5 de novembro, serão sua chance de buscar uma vaga na equipe que vai para a competição.
“Tenho de melhorar um pouco, mas é normal. Eu sempre me apresentava sabendo que tinha de melhorar. No clube eu alcanço um certo limite. Aqui, consigo me desenvolver mais porque a exigência é maior. Eu tenho que usar o melhor ataque para superar um bloqueio e uma defesa muito bons. O saque sempre vem forte, por isso a minha recepção tem de ser a melhor. A cada semana vou evoluindo. Sei que a preferência é pelos quatro jogadores que já estavam na equipe, mas vou buscar meu espaço”, comentou.
Recém-chegado à Saquarema, o meio-de-rede Gustavo declarou que Minuzzi está tão integrado ao grupo que é como se não tivesse se ausentado. “Ele lutou muito para superar seu problema e conseguiu. Para nós, é como se nada disso tivesse acontecido”, opinou o atleta, que também travou uma luta contra um problema de saúde este ano: o câncer de sua esposa, Raquel, que já está recuperada. “Depois do que aconteceu comigo, passei a dar mais importância ainda à luta do Minuzzi”, garantiu.
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