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Brasil

Rio registra recorde de 803 blocos para carnaval de rua em 2026

Prefeitura prevê autorizar apenas 465 desfiles, com 35 estreantes e regras simplificadas para facilitar inscrições.

Redação Jornal de Brasília

11/01/2026 10h35

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur) registrou um número recorde de 803 inscrições de blocos carnavalescos para o carnaval de rua de 2026, superando as 685 do ano anterior. No entanto, a previsão é de que apenas 465 agremiações sejam autorizadas a desfilar, uma redução em relação aos 482 aprovados em 2025, dos quais 444 efetivamente saíram às ruas após cancelamentos.

O calendário oficial dos desfiles se estenderá de 17 de janeiro a 22 de fevereiro de 2026, distribuídos por diversas regiões da cidade: 135 no centro, 56 na zona norte, 63 na Grande Tijuca, 46 na zona oeste, 37 nas ilhas do Governador e Paquetá, 12 em Jacarepaguá, 100 na zona sul, e 16 na Barra da Tijuca, Recreio e Vargens. Dentre as inscrições, 35 blocos participarão pela primeira vez.

No Circuito Preta Gil, no centro do Rio, que abriga megablocos como Cordão da Bola Preta, Fervo da Lud, Bloco da Anitta, Bloco da Favorita, Monobloco, Chá da Alice, Bloco da Lexa, Será Que Abre? e Bloco da Gold, haverá a estreia do Cordão do Boitatá. O nome do circuito homenageia a cantora Preta Gil, filha do falecido compositor Gilberto Gil. As datas específicas dos desfiles ainda não foram divulgadas, mas o carnaval principal ocorrerá nos dias 14, 15, 16 e 17 de fevereiro.

O aumento nas inscrições é atribuído a regras simplificadas e incentivos culturais. Uma portaria da Riotur estabelece repasses de R$ 5 mil para blocos com até 3 mil foliões, R$ 25 mil para aqueles com 3.001 a 10 mil participantes, e R$ 50 mil para os maiores, com mais de 10 mil. Blocos sem trios elétricos ou estruturas de palco foram dispensados de licenças adicionais do Corpo de Bombeiros, facilitando o processo de credenciamento, que foi realizado inteiramente online a partir de 15 de agosto de 2025.

Rita Fernandes, presidente da Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro (Sebastiana), destacou o crescimento no interesse, inclusive de blocos anteriormente não oficiais, atraídos pelo edital de fomento. Ela mencionou que alguns blocos reduzirão o número de desfiles para uma ou duas apresentações, o que contribui para o número menor de autorizações.

Um destaque amargo é o adeus do bloco Suvaco do Cristo, que desfilará pela última vez no Jardim Botânico, completando 40 anos de história, seguindo o exemplo de outros grupos que encerraram atividades recentemente, como o Imprensa que eu Gamo.

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