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Brasil

Rio de Janeiro ganha centro de regeneração de CFC

Arquivo Geral

15/03/2008 0h00

A cidade do Rio de Janeiro ganhou na sexta-feira a primeira central de regeneração de gases prejudiciais à camada de ozônio do Estado, sickness o Centro de Regeneração de Gases Refrigerantes. O local servirá para reaproveitar as substâncias extraídas de refrigeradores e aparelhos de ar-condicionado com defeito e usá-las na manutenção de outros equipamentos. A idéia é que técnicos treinados recolham e armazenem os gases extraídos de aparelhos defeituosos e depois levem o material para a central para que os gases sejam tratados e as substâncias sejam reutilizadas em outros equipamentos.

O Brasil proíbe, desde 1999, a fabricação dos gases CFCs, os mais destruidores da camada de ozônio, utilizados em processos de refrigeração. Em dezembro de 2007 foi vetada também a importação das substâncias. Por isso, o gás reaproveitado é importante para que seja feita a manutenção de aparelhos mais antigos. A reciclagem e o reaproveitamento do gás são parte de um projeto para evitar a liberação de poluentes na atmosfera, chamado Plano Nacional de Eliminação de CFCs — que é desenvolvido pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Além do CFC regenerado, a manutenção dos equipamentos poderia ser feita com chamados “gases alternativos”, menos poluentes, como o HFC 134, ou o HCFC 22. Porém, o processo exigiria uma reforma nos aparelhos, o que elevaria o custo da manutenção. “Nas geladeiras, seria necessário trocar o conversor, alguns tubos e o gás. Esse procedimento sairia em média 50% mais caro que a manutenção com CFC regenerado”, avalia o técnico do PNUD responsável pelo projeto, Anderson Alves. “A maioria dos equipamentos que utiliza gases CFCs está nas classes C, D e E, por isso é importante que haja uma opção mais econômica”. A central também fará o reaproveitamento dos gases alternativos usados em alguns dos equipamentos de refrigeração.

O local vai contar com duas máquinas regeneradoras, equipamentos de limpeza e recuperação e um laboratório para teste. Além deste centro, existem dois outros em São Paulo, instalados em 2006.

Segundo a coordenação do projeto, em 2002 cerca de 35 mil pessoas trabalhavam com manutenção de aparelhos que usam refrigeração do país e cerca de 50% delas estavam localizadas nos Estado do Rio de Janeiro e de São Paulo.

O plano teve inicio em 2002, quando começaram os treinamentos de cerca de 15 mil técnicos em refrigeração para manusear o gás sem permitir que ele vaze para a atmosfera, o que prejudica a camada de ozônio. Em 2004, o plano iniciou a distribuição de máquinas coletoras dos gases. Até o ano passado foram doadas cerca de 2 mil equipamentos. Em 2006, teve inicio a instalação das centrais de regeneração dos gases.

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