A conquista do bicampeonato mundial de vôlei masculino, neste domingo, foi um desabafo para o levantador Ricardinho. Isso porque o capitão da seleção masculina esteve no centro do maior problema do grupo no Campeonato Mundial: a briga protagonizada ao lado de Gustavo e Escadinha na partida contra a Bulgária.
“O Brasil mostrou agora que brigas e derrotas também ajudam a vencer”, comentou o atleta, se referindo ao tropeço contra a França ainda na primeira fase, quando a equipe nacional perdeu por 3 sets a 1. “Mostramos a força do grupo mais uma vez”, completou.
Melhor jogador do torneio, Giba também lembrou o duelo contra os franceses. “Pela 33ª vez: muito obrigado, França”, afirmou, aos risos. “Aqui não temos uma fórmula, mas sim uma família. Aos trancos e barrancos vamos ganhando”, afirmou.
Com uma bela atuação nesta final, André Heller destacou a união entre os atletas. “Temos doze jogadores e uma comissão técnica muito competente”, resumiu o central, que acabou ficando com a vaga de Rodrigão, titular até o início do torneio.
Um dos líderes do grupo, o líbero Escadinha aproveitou para ressaltar: nesta equipe ninguém é mascarado. “O que se vê dentro da quadra é o que acontece fora também. Brigas, abraços…”, exemplificou.