Rexona-Ades e Finasa/Osasco monopolizam a decisão da Superliga feminina. Às 9h30 (de Brasília) deste sábado, no Maracanãzinho, os dois rivais disputam o título do torneio nacional pela quinta vez consecutiva, com transmissão da TV Globo. Enquanto o time paulista participa da oitava final seguida, os cariocas buscam o hexacampeonato.
O confronto tem todos os ingredientes necessários para propiciar uma decisão de alto nível. Nas últimas três ocasiões, o Rexona saiu vitorioso. Em 11 anos de existência, os cariocas se preparam para jogar a oitava final. O time do Rio de Janeiro, no entanto, perdeu Thaísa e Sassá para o Osasco.
O duelo no Maracanãzinho ainda reúne seis jogadoras que conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, além de Bernardinho, técnico do Rexona e da seleção brasileira masculina. Hoje no Osasco, Carol Albuquerque, Paula Pequeno, Thaísa e Sassá foram companheiras na China de Fabi e Fabiana, do time carioca.
Rivais na decisão do título nacional nos últimos anos, Rexona e Osasco se enfrentaram cinco vezes nesta 15ª edição da Superliga. Sem segredos em relação ao respectivo adversário, os técnicos Bernardinho e Luizomar de Moura preferiram promover treinamentos descontraídos ao longo da semana.
“Os times se conhecem muito bem. Esta final será definida em um pequeno detalhe. São duas equipes de altíssimo nível técnico. O time que errar menos e tiver um preparo psicológico melhor desde o começo do jogo será o grande campeão. Os times já se conhecem de cor e salteado”, avalia Natália.
O Rexona liderou a fase classificatória e conquistou os quatro turnos. Apesar do retrospecto, a ordem no time carioca é transferir o favoritismo para o rival. “O Osasco é a equipe que foi montada para ser campeã, investiu bastante dinheiro e é a mais completa. Tem titulares e banco de reservas muito bons”, diz Carol Gattaz, ex-jogadora do Osasco.
Para os dois times, o aspecto psicológico pode determinar o campeão. “Sinceramente, não vejo muito mais o que fazer para a decisão. As duas equipes se conhecem muito bem. Todas as jogadoras estão estudadas e acho que o fundamental é o coração”, comentou a meio-de-rede Adenízia.
Do outro lado da rede, o pensamento é semelhante. “Já jogamos contra o Osasco muitas vezes e, na hora de decidir, concordo que o que mais vale é o coração, a garra. Sabemos que elas também pensam assim, mas quem entrar com mais vontade será o campeão. Por isso, temos que nos manter concentradas ao máximo”, diz a capitã e meio-de-rede Fabiana.
Com dores no joelho esquerdo, Paula Pequeno chegou a desfalcar o Osasco nas semifinais. Para a decisão, ela faz um trabalho especial. “Estou muito ansiosa para jogar e fazendo de tudo para participar bem desta decisão”, disse a jogadora, que tem uma ósseo-atrose e administra sua preparação ao lado dos integrantes da comissão técnica.
Por sinal, a potência do ataque do time paulista é uma das maiores preocupações do técnico Bernardinho. “Temos que tentar de alguma forma, não digo neutralizar, porque é muito difícil, mas tentar minimizar ao máximo o ataque e delas”, afirmou o treinador, contando com casa cheia. “O apoio da nossa torcida pode nos dar esse algo a mais que precisamos”.